Blog | 22.05.2020 | Publicado por COMUNICAÇÃO ASA

ONGs se unem e lançam manifesto para Covid-19

10 ONGs se unem em busca de solidariedade e responsabilidade diante do momento da Covid-19.

A participação ativa e efetiva seja por parte da sociedade civil, das empresas ou do poder público, se faz necessária para o enfrentamento das desigualdades sociais agravadas neste conturbado cenário.

Acompanhe o manifesto redigido por: Arrastão Movimento de Promoção Humana, Associação Criança Brasil, Associação Educacional e Assistencial Casa do Zezinho, Associação Obra do Berço, Associação Santo Agostinho – ASA, Fundação Julita, Instituto Ana Rosa, Instituto Verdescola, Liga Solidária e Vocação.

ENFRENTANDO A COVID-19: SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS

Em tempos de pandemia, que expôs de forma gigantesca e contundente o abismo social já existente e acentuou as altas taxas de mortalidade nas periferias, nós, dirigentes e gestores de Organizações Não-Governamentais, manifestamos indignação à isenção da responsabilidade de agir de grande parte da sociedade.

Por isso, nos dirigimos à sociedade civil, às empresas, ao poder público e aos meios de comunicação para convocar todos a participarem de forma mais ativa e efetiva no enfrentamento dessas desigualdades sociais agravadas neste conturbado cenário. É TEMPO DE DESENVOLVER EMPATIA E CULTURA HUMANITÁRIA EM NOSSA SOCIEDADE.

Neste momento é fundamental atuar em defesa da cidadania, da transparência na divulgação de informações e contar com a potencialidade participativa de diversos públicos para promover ações em rede. É preciso unir esforços para o enfrentamento da situação. A AÇÃO COMEÇA CONOSCO!

Juntos, já mobilizamos a doação de muitos milhares de cestas com alimentos, kits de higiene, limpeza e materiais pedagógicos. Todavia, a fome persistirá e a pandemia se alongará.

Com o isolamento e queda de rendimentos, o consumo de itens básicos para a sobrevivência está bastante afetado. Muitas famílias precisam de ajuda com alimentação e, justo quando a pandemia exige mais atenção com hábitos fundamentais para a saúde, até o simples ato de lavar as mãos pode se tornar uma tarefa impraticável para muitos cidadãos em vulnerabilidade social. Torna-se, então, imprescindível darmos continuidade às campanhas já iniciadas, para atender às necessidades mais primárias.

As limitações dessa população são muitas. Em geral, o trabalho remoto não é opção para quem mora nas comunidades periféricas da capital paulista, pois a maioria executa atividades que só podem ser realizadas presencialmente. São atividades informais e muitos não têm acesso à conexão, o que os obriga a continuar indo ao trabalho normalmente, utilizando transporte público, contrariando a recomendação da Organização Mundial da Saúde de isolamento social e se expondo mais à doença. Famílias se aglomeram em pequenos cômodos em condições precárias. Falta-lhes infraestrutura e sobram tensão, estresse e agressividade, gerando mais desarmonia familiar.

A partir desse cenário, reiteramos que não podemos parar aqui! É fundamental que ações e políticas efetivas de enfrentamento à violência doméstica, desemprego, racismo e outras questões sociais, agravadas pelo contexto da pandemia sejam pauta política e que sejam confrontadas de forma responsável, séria e eficaz pelo poder público. Lembrando que as políticas públicas, elaboradas ou aperfeiçoadas para estes fins, precisam sempre contar com a participação efetiva da sociedade civil.

Há muito para ser feito. Nós, organizações da sociedade civil, buscamos apoio urgente para encontrar soluções reais no prazo mais curto possível para a redução da desigualdade, do desemprego, da violência, da exclusão digital e contribuir para uma educação de qualidade para todos, para uma sociedade mais justa e igualitária.

Aos meios de comunicação, cabe a transparência, agilidade e eficiência na divulgação dos fatos e acontecimentos sociais, para informar e formar a opinião pública a partir dos preceitos da objetividade e ética.

A pandemia se alastra sem controle, as mortes nas periferias crescem exponencialmente e a crise econômica levará a situações ainda mais alarmantes: MAIS DESEMPREGO, MAIS FOME, MAIS DESIGUALDADES E MAIS VIOLÊNCIA. Trágico.

Por isso, convocamos você, jovens, líderes comunitários, profissionais liberais, empresários/as, jornalistas, comunicadores, poder público, todos e todas da sociedade civil a se tornar um/a agente transformador/a desta realidade.

Entre em ação contra COVID-19: seja generoso, empático, engajado, mobilize, doe, divulgue, ajude e transforme. Pois em tempos difíceis, o coletivo faz a força, faz a diferença.

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