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Blog | 20.02.2026 | Publicado por COMUNICAÇÃO ASA

Justiça social se constrói todos os dias

Compromisso contínuo com a equidade, o enfrentamento das desigualdades e a promoção de direitos nos territórios

Celebrado em 20 de fevereiro, o Dia Mundial da Justiça Social, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), destaca a importância da equidade, redução das desigualdades e garantia de direitos como fundamentos do desenvolvimento social sustentável. Para se concretizar, a justiça social exige ações contínuas e articuladas nos territórios, com a garantia de acesso a políticas públicas, serviços socioassistenciais e oportunidades de desenvolvimento, especialmente em contextos marcados por desigualdades estruturais.

Nesse cenário, a atuação das organizações da sociedade civil é fundamental para ampliar a proteção social, fortalecer direitos e contribuir para a construção de trajetórias mais dignas e equitativas.

A justiça social na atuação da ASA

A Associação Santo Agostinho (ASA) atua de forma permanente na promoção da justiça social por meio de ações socioassistenciais e educativas voltadas a crianças, adolescentes, pessoas idosas e suas famílias. Seu trabalho contribui para a garantia de direitos, o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e a valorização da diversidade.

Atualmente, são atendidas na cidade de São Paulo mais de 2 mil pessoas por ano, em situação de vulnerabilidade social, em seis Centros de Educação Infantil (CEIs), cinco Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), um Centro Dia para Idosos (CDI) e um Centro de Convivência Intergeracional (CCInter), com atuação articulada ao poder público e a parceiros institucionais.

Como destaca Melissa Pimentel, Superintendente Executiva da instituição, “a ASA compreende a justiça social como a garantia de direitos por meio de ações continuadas, articuladas às políticas públicas e comprometidas com a dignidade, a equidade e o fortalecimento dos vínculos comunitários”.

No âmbito dos serviços prestados, a justiça social se expressa na qualificação dos atendimentos, na criação de espaços seguros e inclusivos e no desenvolvimento de ações que promovem autonomia, participação social e desenvolvimento integral.

Ao longo de mais de oito décadas de atuação, a ASA reafirma seu compromisso com práticas consistentes e territorializadas, reconhecendo que a redução das desigualdades sociais exige presença contínua, trabalho em rede e responsabilidade coletiva.

Antirracismo como eixo da justiça social

Esse compromisso também se materializa em iniciativas específicas desenvolvidas nos territórios. Em 2025, a ASA recebeu em seus Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), o projeto Usina de Valores, idealizado e executado pelo Instituto Vladimir Herzog. A iniciativa teve como objetivo mobilizar a participação política popular nos territórios de atuação da instituição, com foco na educação em direitos humanos, na valorização da democracia, no respeito à diversidade e no enfrentamento de diferentes formas de discriminação utilizando metodologias participativas e processos formativos junto a crianças e adolescentes.

A proposta dialoga diretamente com o entendimento de que o racismo é um dos principais obstáculos à concretização da justiça social. Enquanto a justiça social busca equidade, igualdade de oportunidades e acesso a direitos, o racismo opera na lógica oposta, criando hierarquias e estruturas que marginalizam determinados grupos, especialmente pessoas negras e indígenas. Nesse sentido, a promoção da justiça social exige o combate ativo ao racismo, por meio de práticas e ações antirracistas.

Ao longo das atividades, os participantes foram estimulados ao diálogo, à reflexão crítica e à construção coletiva de conhecimentos, fortalecendo valores como convivência democrática, empatia e cidadania. “As crianças e os adolescentes mapearam os territórios onde vivem e circulam e identificaram que o racismo cria barreiras que limitam o acesso pleno e a participação ativa, tornando muitos espaço inseguros devido à discriminação racial e à violência e elaboraram frases antirracistas que expressam suas reflexões”, conta Ruth Costa, Orientadora Socioeducativa da ASA e responsável pelo acompanhamentos do projeto nos CCAs.

Como resultado desse percurso formativo, foi elaborado, de forma colaborativa, o Manual Antirracista – Saberes e fazeres para uma vida digna na cidade , que sistematiza aprendizados e reflexões sobre o enfrentamento do racismo no cotidiano. “O manual foi uma proposta de ferramenta inicial de enfrentamento ao racismo e fortalecimento do direito de todas as pessoas à cidade, e serviu como material de estudo e aprofundamento para todas as 690 crianças e adolescentes atendidos pelos CCAs. Além da produção desse material, eles fizeram intervenções no espaço urbano, que envolveram caminhadas e distribuição da Manual”, explica Ruth. De acordo com ela, a experiência reafirma o papel dos CCAs como locais estratégicos para a garantia de direitos e para a promoção da justiça social.

Engajamento coletivo e compromisso contínuo

A compreensão adotada pela ASA dialoga com estudos que definem a justiça social como um conceito dinâmico, que envolve a garantia de direitos, a valorização das diferenças e a participação efetiva das pessoas na vida social e política. Essa abordagem considera três dimensões centrais:

  • Redistribuição, relacionada à distribuição equitativa de bens, recursos e oportunidades;
  • Reconhecimento, voltada à valorização das identidades e ao enfrentamento das discriminações;
  • Representação, associada à participação democrática e à inclusão de diferentes vozes nos processos de decisão.

Sob essa perspectiva, a justiça social se afirma como um projeto coletivo e contínuo, que exige ações articuladas e compromisso institucional para a promoção da equidade, da dignidade e da solidariedade. O Dia Mundial da Justiça Social reforça, assim, a importância do engajamento coletivo na construção de uma sociedade mais justa.

A Associação Santo Agostinho – ASA convida a sociedade a conhecer seu trabalho e a apoiar iniciativas voltadas à promoção da dignidade, da equidade e da garantia de direitos. É possível apoiar a ASA  de diversas formas: por meio do Programa de Voluntariado – ASA Move, de doações financeiras, da doação de materiais, da destinação do Imposto de Renda a projetos aprovados, da doação automática de Nota Fiscal Paulista, da participação em eventos e da divulgação do nosso trabalho. Com o seu apoio, é possível fortalecer iniciativas que promovem a justiça social nos territórios e ampliam oportunidades para quem mais precisa.

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