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Blog | 18.05.2026 | Publicado por COMUNICAÇÃO ASA

18 de Maio – Proteger é dever de todos

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, reforçamos a importância da escuta, da proteção e do compromisso coletivo com a garantia de direitos.

O dia 18 de maio marca uma das datas mais importantes do calendário de proteção à infância no Brasil. Instituído pela Lei Federal nº 9.970/00, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes convida toda a sociedade a refletir, agir e se comprometer com a garantia de direitos de meninas e meninos.

A data foi escolhida em memória de Araceli, uma criança de apenas oito anos, vítima de um crime brutal ocorrido em 1973. Seu caso, que permanece impune, tornou-se símbolo da luta contra a violência sexual infantojuvenil no país e reforça a urgência de romper o silêncio e enfrentar essa realidade.

No Brasil, a violência sexual contra crianças e adolescentes ainda é um problema grave e, muitas vezes, invisível. Em grande parte dos casos, o abuso ocorre dentro do próprio ambiente familiar ou em contextos de confiança, o que torna a identificação e a denúncia ainda mais desafiadoras. Por isso, a informação e a sensibilização da sociedade são fundamentais para proteger quem mais precisa.

Campanha Faça Bonito: mobilização e conscientização

A Campanha Faça Bonito, também conhecida como Maio Laranja, é uma mobilização nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no país. Representada por uma flor amarela, ela simboliza a necessidade de cuidado, atenção e proteção desse público e é também um convite à ação: escutar, acolher, orientar e, sempre que necessário, denunciar.

Na Associação Santo Agostinho (ASA), o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes se traduz em práticas cotidianas. Projetos socioeducativos, formações com equipes, trabalho com famílias e articulação com a rede de proteção fazem parte de uma atuação contínua voltada à prevenção de violências e ao fortalecimento de vínculos.

Nesse contexto, o Maio Laranja se configura não como uma ação pontual, mas como um período de intensificação e de maior visibilidade das práticas já desenvolvidas. Neste período são realizadas diversas ações de mobilização, fortalecendo o acesso à informação e o protagonismo de crianças e adolescentes.

Calendário de atividades 2026

Ao longo do mês de maio, os CCAs e o CCInter da ASA irão desenvolver atividades de sensibilização sobre proteção de crianças e adolescentes, combinando rodas de conversa, recursos lúdicos (como vídeos, histórias e dinâmicas) e produção de materiais, como cartazes e mensagens de conscientização. A dinâmica do “Semáforo do Toque” será trabalhada em diferentes unidades, contribuindo para que crianças e adolescentes compreendam limites corporais, reconheçam situações de risco e identifiquem formas de proteção, incluindo a busca por adultos de confiança.

O CCA São José realizará oficinas semanais que culminam em uma ação intersetorial na Biblioteca Pedro Nava, com exposição dos materiais e participação dos adolescentes em encontro com outros serviços da Rede. Já o CCA Pássaros organizou suas atividades em semanas temáticas, incluindo o uso de conteúdos como a série “Que corpo é esse?” e o livro Pipo e Fifi – Ensinando proteção contra violência sexual de Caroline Arcari.

No CCInter – Projeto Viver, as atividades se concentram em uma semana intensiva, com caminhada de conscientização em parceria com o CCA Primavera. Por fim, o CCA Santa Mônica articula reflexão e ação no espaço público, com produção e distribuição de marca-páginas e abordagem à comunidade, incluindo orientação sobre canais de denúncia como o Disque 100.

De forma transversal, as ações envolvem também as famílias, por meio da sensibilização e incentivo ao diálogo no ambiente doméstico, ampliando a rede de proteção. No território, a mobilização ocorre por meio de ações intersetoriais que articulam assistência social, educação, saúde e cultura, reforçando a importância da atuação integrada na garantia de direitos.

“Proteger a infância é um dever coletivo. Cada pessoa — na família, na escola, na comunidade ou nas instituições — tem um papel essencial na construção de um ambiente seguro e acolhedor para crianças e adolescentes”, destaca Priscila Matos de Nascimento Bellarmino, Coordenadora Geral dos CCAs da ASA.

Como fazer uma denúncia

Diante de suspeitas ou confirmação de violência, é fundamental acionar os canais oficiais de proteção. O Disque 100 é um serviço gratuito e anônimo para o registro de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência sexual contra crianças e adolescentes. No contexto do 18 de maio, reforça-se a importância da atuação responsável: proteger, escutar e agir.

Para saber mais: https://www.facabonito.org/

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