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Direitos da pessoa idosa devem ser garantidos o ano todo

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 16/out/2026 - Sem Comentários

Envelhecer com dignidade envolve acesso a direitos, proteção social, autonomia e oportunidades de convivência.

O dia 1º de outubro marcou o Dia Internacional da Pessoa Idosa, uma data que convida à reflexão sobre o envelhecimento, o respeito às trajetórias de vida e as condições necessárias para que todas as pessoas possam envelhecer com dignidade. No Brasil, a legislação também oferece instrumentos importantes para garantir esses direitos, como o Estatuto da Pessoa Idosa, instituído pela Lei nº 10.741/2003.

A data também abre espaço para discutir a importância de incorporar o cuidado com a pessoa idosa ao cotidiano. Garantir seus direitos significa promover o acesso à saúde, à assistência social, à cultura, ao lazer e à convivência familiar e comunitária, respeitando sua autonomia, suas escolhas e sua participação na sociedade.

Quais são os principais direitos?

O Estatuto da Pessoa Idosa estabelece que é dever da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar, com prioridade, a efetivação dos direitos das pessoas com 60 anos ou mais. Entre as principais garantias previstas na legislação, estão:

1- Direito à saúde e ao cuidado integral

A pessoa idosa tem direito à atenção integral à saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde. A legislação também prevê o fornecimento gratuito de medicamentos, especialmente os de uso continuado, e assegura o direito ao acompanhante durante internações ou observações em serviços de saúde, conforme o critério médico.

2- Proteção contra negligência e violência

Nenhuma pessoa idosa deve sofrer negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. A proteção desses direitos exige atenção às necessidades individuais, respeito às decisões e condições de vida seguras. A família, a comunidade e os serviços públicos têm papel importante na prevenção de violações e na identificação de situações que demandam acolhimento e encaminhamento à rede de proteção.

3- Prioridade e gratuidade no transporte público

O Estatuto garante gratuidade nos transportes coletivos públicos urbanos e semiurbanos para pessoas com mais de 65 anos, além da reserva de assentos preferenciais. Para quem tem entre 60 e 65 anos, a gratuidade depende da legislação local. Essas garantias contribuem para ampliar o acesso a serviços, atividades culturais e espaços de convivência.

4- Direito à convivência, à cultura e ao lazer

O envelhecimento não deve significar afastamento da vida social. O Estatuto assegura direitos à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer e à convivência familiar e comunitária. Criar oportunidades para que a pessoa idosa participe de atividades coletivas, compartilhe conhecimentos e mantenha vínculos é parte essencial da promoção de sua autonomia e qualidade de vida.

Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa: uma aliada no cuidado

Além de conhecer os direitos previstos em lei, ter informações organizadas sobre a própria saúde pode contribuir para um acompanhamento mais seguro e adequado às necessidades de cada pessoa. Para isso, o Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, um instrumento de apoio ao cuidado integral e à promoção do envelhecimento saudável.

A publicação reúne informações sobre direitos, prevenção de violências, vacinação, medicamentos em uso, consultas, exames e saúde mental, além de espaços para registrar dados importantes sobre a saúde e a rede de apoio da pessoa idosa. Também orienta sobre o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A caderneta pode ser levada às consultas e aos atendimentos de saúde e assistência social, facilitando o compartilhamento de informações entre a pessoa idosa, seus familiares e os profissionais que a acompanham. A iniciativa reforça uma ideia fundamental: cuidar da pessoa idosa também significa garantir acesso à informação, respeitar suas preferências e envolvê-la nas decisões sobre sua saúde e seu bem-estar.

Políticas públicas em São Paulo: uma rede de proteção e cuidado

Conhecer os direitos da pessoa idosa é um passo importante. O desafio está em transformá-los em práticas cotidianas, com serviços acessíveis, redes de apoio e relações que respeitem a pessoa idosa em todas as suas dimensões.

Na cidade de São Paulo, a proteção dos direitos da pessoa idosa envolve serviços de assistência social e saúde, além de iniciativas de cultura, lazer e convivência. Na assistência social, os Núcleos de Convivência de Idosos (NCI) promovem atividades coletivas, enquanto os Centros Dia para Idosos (CDI) oferecem atendimento diurno e apoio a pessoas idosas com algum grau de dependência e suas famílias.

Para conhecer os serviços disponíveis e receber orientações, pessoas idosas, familiares e cuidadores podem procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de seu território. Também é possível consultar o portal da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e a Rede Municipal de Atendimento à Pessoa Idosa.

O cuidado que fortalece vínculos e promove autonomia

Na ASA, esse compromisso se concretiza no trabalho do Centro Dia do Idoso (CDI) Lar Santo Alberto, na Zona Norte de São Paulo. O serviço oferece atendimento diurno a pessoas com 60 anos ou mais, prioritariamente beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que apresentam dependência física e/ou cognitiva leve a moderada. Integrante da rede de proteção social especial de média complexidade, o CDI busca prevenir o isolamento social e situações de vulnerabilidade, contribuindo para evitar a institucionalização e apoiar as famílias.

Atualmente, atende 30 pessoas idosas, com o acompanhamento de uma equipe multiprofissional de 22 profissionais. As atividades contemplam saúde, convivência, estimulação cognitiva, cultura e educação para os direitos, respeitando as necessidades e potencialidades de cada pessoa. Entre as iniciativas desenvolvidas estão caminhadas orientadas, ginástica leve, dança, jogos de memória, rodas de conversa, oficinas culturais, passeios e encontros intergeracionais. As atividades são planejadas para estimular a participação, valorizar experiências e conhecimentos e ampliar as oportunidades de convivência.

A programação também inclui orientações sobre autocuidado, direitos da pessoa idosa e prevenção de violências. O trabalho é complementado pelo diálogo com familiares e cuidadores, por meio de reuniões, visitas domiciliares e orientações que contribuem para o fortalecimento da rede de apoio.

Convivência entre gerações: experiências que aproximam

Um dos destaques do CDI é a realização de atividades intergeracionais em parceria com serviços do território, como o Centro de Educação Infantil (CEI) e o Centro para Crianças e Adolescentes (CCA). Esses encontros favorecem a troca de experiências e saberes entre diferentes gerações, aproximam a comunidade e reconhecem a pessoa idosa como alguém que tem muito a compartilhar, mas que também continua aprendendo e construindo novas relações.

As atividades culturais e comemorativas seguem essa mesma perspectiva. Bailes temáticos, sessões de cinema, apresentações teatrais, celebrações e passeios culturais criam oportunidades para o contato com diferentes expressões artísticas, o resgate de memórias e a valorização das histórias de vida.

Uma dessas experiências foi a visita ao Museu da Imigração, realizada por meio do programa City Tour, da Secretaria Municipal de Turismo. A atividade proporcionou aos participantes o contato com a história da imigração no Brasil e com as diferentes comunidades que contribuíram para a formação da cidade e do estado de São Paulo.

O cuidado também envolve a promoção da saúde e do bem-estar. Campanhas de vacinação, atividades físicas supervisionadas, dança sênior, yoga e oficinas conduzidas por profissionais da saúde integram as ações do serviço, em articulação com parceiros da rede pública e comunitária.

Uma rede de cuidado construída em conjunto

A proteção e a promoção dos direitos da pessoa idosa dependem da atuação integrada de diferentes serviços e profissionais. Por isso, a ASA mantém articulações com equipamentos e instituições que contribuem para ampliar o acesso à informação, à saúde e à convivência.

Entre as parcerias estão a Unidade Básica de Saúde do Lauzane, que participa de ações de vacinação; a Guarda Civil Metropolitana, com atividades educativas sobre higiene e autocuidado; e o Centro de Referência do Idoso da Zona Norte de São Paulo (CRI Norte), que contribui com atividades culturais e reflexões sobre envelhecimento, corpo, movimento e respeito às escolhas individuais.

O trabalho também envolve a formação contínua das equipes. Capacitações sobre saúde mental, demências, funcionalidade, estimulação cognitiva, alimentação, comunicação e cuidado humanizado contribuem para qualificar o atendimento e ampliar a compreensão sobre as diferentes necessidades das pessoas idosas.

Ao mesmo tempo, o envolvimento das famílias e dos cuidadores é fundamental. Compartilhar informações, acolher dúvidas e construir estratégias de cuidado em conjunto ajuda a fortalecer vínculos e a reconhecer que quem cuida também precisa de orientação e apoio.

Cuidar é reconhecer histórias e respeitar escolhas

A experiência do Centro Dia do Idoso mostra que o cuidado se constrói nas relações, na escuta e nas oportunidades oferecidas para que cada pessoa continue participando da vida social. Para Alayde Santos de Oliveira, de 85 anos, atendida pelo CDI desde agosto de 2024, essa experiência está associada ao respeito e à valorização: “Para mim, o Centro Dia e o trabalho desenvolvido pela ASA representam cuidado, respeito e valorização da pessoa idosa.”

A gerente de serviços do CDI ASA, Sandra Leme da Costa, também destaca a importância de colocar a pessoa idosa no centro das ações: “Na ASA, cuidar é reconhecer histórias, valorizar vidas e promover dignidade. Promovemos o bem-estar ao oferecer oportunidades de desenvolvimento pessoal e ao colocar a pessoa idosa no centro de nossas ações, com transparência e respeito. Entendemos que cuidar de quem cuida é parte essencial da gestão e que uma atuação orientada por propósito fortalece o impacto social.”

A ASA reforça que promover um envelhecimento digno exige compromisso contínuo com os direitos, a autonomia e a participação social das pessoas idosas. Isso envolve tanto o trabalho dos serviços de assistência social quanto as atitudes de familiares, cuidadores, vizinhos e toda a comunidade. E na sua casa ou comunidade, como vocês contribuem para garantir os direitos e o bem-estar das pessoas idosas? Compartilhe este texto e ajude a ampliar o conhecimento sobre os direitos previstos no Estatuto da Pessoa Idosa.

O compromisso de pessoas que apoiam o futuro da ASA

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 28/set/2026 - Sem Comentários

Conselheiros, voluntários, doadores e membros honorários têm diferentes formas de participação, mas compartilham a responsabilidade de contribuir para a continuidade e o desenvolvimento da ASA.

Uma organização se sustenta pelas pessoas que escolhem fazer parte dela. Ao longo de mais de oito décadas, a Associação Santo Agostinho (ASA) reúne conselheiros, voluntários, doadores e membros honorários que contribuem para sua missão social voltada a crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade.

Para que esse trabalho continue pelas próximas décadas, não basta apenas contar com recursos e gestão: é preciso cultivar vínculos com pessoas dispostas a colaborar e assumir responsabilidades.

O que significa ser associado?

O Estatuto Social da ASA estabelece que são associados aqueles que se dedicam à realização dos objetivos da entidade e atendem às condições previstas para sua admissão. Essa relação pode assumir diferentes formas.

O Estatuto reconhece os associados contribuintes, que colaboram por meio de doações financeiras e/ou trabalho voluntário; os associados honorários, que contribuíram para a realização do propósito social da ASA; e os associados gestores, que integram ou integraram órgãos de administração e governança e desejam manter uma relação de longo prazo com a instituição.

Essa diversidade mostra que não há uma única maneira de estar ligado à ASA. Hoje, a organização conta com cerca de 190 associados, com diferentes histórias de aproximação e formas de colaboração.

O associado e o compromisso com a causa

Segundo o Guia das Melhores Práticas para Organizações do Terceiro Setor, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), os associados constituem a força motriz de uma associação, conduzindo esforços e atividades para o cumprimento de seu objeto social. Na ASA, esse compromisso está diretamente relacionado à realização de seu propósito. É nessa perspectiva que ganham relevância as experiências de quem participa diretamente da governança da instituição.

A relação de Maria Estela (Teli) Penteado Cardoso com a ASA foi construída ao longo de anos de participação e envolvimento. Sua trajetória inclui diferentes momentos na governança da instituição, entre eles a presidência e, atualmente, a vice-presidência do Conselho de Administração. Nesse percurso, esteve envolvida na reorganização da governança, na revisão do Estatuto Social e na criação do Fundo Patrimonial, acompanhando de perto questões relacionadas à participação dos associados, à renovação das lideranças e à sustentabilidade institucional. Essa experiência ajuda a compreender sua visão:

“O associado, independentemente da função que exerça, precisa ter o desejo de contribuir e de compartilhar aquilo que tem: conhecimento, tempo, recursos ou dedicação. Como se trata de uma atuação voluntária, essa disposição de contribuir é fundamental. Para mim, o sentido da filantropia está justamente em compartilhar aquilo que temos em benefício de uma causa na qual acreditamos.”

Quando a participação também é uma responsabilidade

Entre as diferentes formas de atuação, a participação nos órgãos de governança envolve responsabilidades específicas. Na ASA, essas funções são exercidas voluntariamente. Entre os deveres dos associados estão dedicar-se ao cumprimento do propósito social, comparecer às Assembleias Gerais, exercer as responsabilidades assumidas em funções de governança e oferecer cooperação moral, material e intelectual para o desenvolvimento da ASA.

“Vejo o papel do associado diretamente relacionado à missão e à visão da organização e à responsabilidade de acompanhar se aquilo que a ASA se propõe a realizar está sendo efetivamente cumprido. É uma participação que envolve proximidade, acompanhamento e compromisso com os propósitos da instituição.”

Presença também é uma forma de contribuir

O Estatuto prevê entre os direitos dos associados a participação nas Assembleias Gerais, com direito a voz, além da possibilidade de propor programas, projetos, comissões e grupos de trabalho. Na prática, o vínculo com a ASA também pode se expressar pelo envolvimento em atividades, pela mobilização de recursos, pelo compartilhamento de conhecimentos ou pela aproximação de novas pessoas.

Essa relação se fortalece no contato com o trabalho realizado pela entidade e no acompanhamento de suas ações. Por isso, a ASA tem criado momentos de encontro e diálogo com seus associados. Segundo a vice-presidente:

“Além da Assembleia Geral, que ocorre anualmente e apresenta as ações e os resultados da organização, passamos a promover encontros com outros formatos, criando oportunidades para que os associados conheçam melhor o trabalho realizado, acompanhem o que está acontecendo e encontrem diferentes formas de participar.”

O voluntariado também pode favorecer essa aproximação. Pessoas que inicialmente colaboram em atividades específicas podem, ao longo do tempo, tornar-se associadas e ampliar sua atuação junto à ASA.

Conhecimento a serviço da governança

A colaboração também se manifesta por meio dos comitês que apoiam a governança e a gestão. Atualmente, a ASA conta com Comitê Executivo, Comitê de Pessoas, Comitê Financeiro e Comitê de Investimentos, que reúnem pessoas com experiência em temas específicos.

Esses grupos aprofundam análises, reúnem informações e formulam recomendações para subsidiar as decisões do Conselho de Administração. Todos se reportam ao Conselho, que permanece como a instância responsável pelas deliberações. A estrutura permite reunir conhecimentos distintos em torno de questões específicas, mantendo definidas as responsabilidades de cada instância.

Nesse modelo, associados e outras pessoas que colaboram com a ASA podem colocar seus conhecimentos, experiências e disponibilidade a serviço de múltiplas frentes de atuação.

Uma história que precisa continuar

Manter uma instituição ao longo das décadas exige preservar o que foi construído e, ao mesmo tempo, criar condições para que novas pessoas possam conhecê-la e assumir responsabilidades. Na governança, isso significa pensar não apenas na composição atual dos espaços de decisão, mas também na preparação de pessoas que possam exercer novas funções ao longo do tempo.

Para Teli Penteado Cardoso, esse olhar precisa considerar desde já quem estará à frente da ASA nas próximas décadas.

“Precisamos pensar desde já em quem estará à frente da ASA daqui a 20 ou 30 anos. A sucessão faz parte da sustentabilidade institucional e exige que novas pessoas tenham espaço para conhecer a organização, assumir responsabilidades e, gradualmente, dar continuidade ao trabalho realizado pelas gerações anteriores.”

Novas gerações e continuidade

A renovação também passa pela chegada de novas gerações aos espaços de participação. Marcos Inocencio, conselheiro, mentor, autor do livro Crescer é Escolher e atualmente Co-Founder e Managing Partner da Pypou, chegou à ASA em 2024 por meio do presidente do Conselho de Administração, Luis Alvaro Moreira Ferreira Filho. Ao conhecer a história, as pessoas e o trabalho da organização, construiu um vínculo com a instituição.

“Foi uma daquelas aproximações que nascem da confiança, da admiração e de valores compartilhados. Aos poucos, passei a conhecer mais profundamente a história, as pessoas e o propósito da organização. O que começou como uma conexão tornou-se um vínculo genuíno com a ASA e com tudo o que ela representa.”

Um compromisso compartilhado

As diferentes formas de colaboração podem se complementar. Trabalho voluntário, experiência profissional, conexões e recursos financeiros são maneiras pelas quais os associados podem contribuir para a ASA e fortalecer sua atuação. Para Marcos Inocencio, esse vínculo se constrói a partir da disposição de colocar diferentes recursos a serviço de um propósito.

“Acredito que o futuro da filantropia e do desenvolvimento social passa por um engajamento genuíno. Gostaria de ver os associados cada vez mais próximos da ASA, conhecendo seu trabalho, participando da sua construção e contribuindo com tempo, experiência, conexões e recursos financeiros. O voluntariado nos envolve e mobiliza. O investimento dá continuidade ao trabalho e permite ampliar seu alcance. O impacto ganha força quando os dois caminham juntos.”

Como integrante de uma nova geração de conselheiros, Marcos vê a renovação como uma oportunidade de aproximar diferentes experiências e perspectivas. Para ele, criar espaço para que novas pessoas conheçam a ASA, participem das discussões e estabeleçam seus próprios vínculos pode favorecer a continuidade do trabalho, combinando a experiência acumulada pela instituição com novas formas de mobilização e atuação.

“Significa cuidar de uma história construída por muitas pessoas e assumir uma responsabilidade com o futuro. A ASA chegou até aqui porque sucessivas gerações decidiram se comprometer com seu propósito. Nossa responsabilidade é dar continuidade a esse trabalho, acompanhando as necessidades da sociedade e garantindo condições para que ela siga transformando vidas. Isso exige dedicação, boa governança e recursos. O compromisso também se expressa nas decisões que tomamos para sustentar a missão ao longo do tempo.”

Nesse processo, cada associado pode encontrar sua própria forma de estar próximo da ASA: acompanhando suas atividades, participando das Assembleias, colocando conhecimentos e experiências a serviço de suas iniciativas, dedicando tempo ao voluntariado, mobilizando recursos ou assumindo responsabilidades de governança. São diferentes formas de contribuir para uma instituição que, ao reunir pessoas, experiências e compromissos, mantém sua capacidade de atuar no presente e se preparar para o futuro.

Mês de conscientização ao aleitamento materno

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 24/ago/2026 - Sem Comentários

CEIs da ASA recebem certificação por promover apoio ao aleitamento materno

A entrada de um bebê na escola não precisa significar o fim da amamentação. Pelo contrário: preparados para acolher mães e crianças, oferecer condições adequadas e estabelecer uma parceria com as famílias, os Centros de Educação Infantil (CEIs) podem se tornar parte importante da rede de apoio à continuidade do aleitamento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e, a partir daí, a introdução de alimentos adequados e seguros, mantendo a amamentação até os dois anos ou mais. Além de contribuir para o crescimento e o desenvolvimento, o aleitamento oferece proteção contra diversas infecções e traz benefícios para a saúde da mulher. Para que essa recomendação possa ser colocada em prática, porém, as famílias precisam encontrar condições favoráveis nos diferentes espaços que fazem parte de sua rotina.

O papel dos CEIs no apoio ao aleitamento materno

É nesse ponto que a educação infantil pode fazer diferença. Permitir que a pessoa que amamenta vá ao CEI durante o dia, disponibilizar um espaço confortável e reservado e receber, armazenar e oferecer leite materno ordenhado são atitudes que ajudam a evitar que a entrada da criança na escola resulte em uma interrupção antecipada do aleitamento.

Na Rede Municipal de Ensino de São Paulo, esse apoio é orientado pela própria Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME-SP). O Manual de Normas e Procedimentos da SME estabelece ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno nas unidades educacionais e orienta que a matrícula dos bebês e das crianças não deve desestimular a amamentação, mas possibilitá-la pelo tempo que a família desejar. Entre as medidas previstas estão o acolhimento e a orientação das famílias, a disponibilização de ambientes que favoreçam a amamentação e o apoio à extração, ao recebimento, armazenamento, manuseio e oferta do leite materno.

Selo CEI Amigo do Peito

O Selo CEI Amigo do Peito, iniciativa da SME-SP, reconhece unidades que desenvolvem ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Criado em 2018, o selo considera três dimensões do cotidiano dos CEIs: família, equipe e ambiente. Para receber ou renovar a certificação, a unidade deve atender a pelo menos 50% dos critérios estabelecidos em cada eixo, que envolvem o acolhimento e a orientação das famílias, a formação dos profissionais e a organização de espaços e práticas que favoreçam a amamentação.

A certificação e a renovação anual do Selo CEI Amigo do Peito ocorrem em agosto, como parte da programação do Agosto Dourado. Ao longo do mês, a secretaria também realiza encontros formativos nas 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs), reunindo profissionais da rede e especialistas para discutir o tema e fortalecer as práticas de apoio nas unidades. Os encontros ainda permitem que os CEIs compartilhem experiências e conheçam iniciativas desenvolvidas em outras unidades.

“O encontro é muito rico porque reúne as unidades e especialistas para falar sobre a importância de promover e divulgar o aleitamento materno. Ao mesmo tempo, os próprios CEIs compartilham suas experiências e mostram o que têm feito no dia a dia. É uma oportunidade de conhecer práticas que estão dando certo e levar novas ideias para a nossa realidade”, destaca Livia Medeiros Gonçalves, diretora do CEI Santo Agostinho.

Quando a escola apoia, a amamentação pode continuar

A experiência do CEI Santo Agostinho da ASA mostra como essas orientações podem ganhar forma no cotidiano. Na unidade, as mães podem entrar para amamentar seus filhos sempre que necessário. O CEI organizou um espaço confortável e reservado, com uma poltrona próxima ao berçário, para acolher esse momento. “A amamentação não é só uma questão alimentar. É também uma troca afetiva”, destaca Livia.

O aleitamento acontece em livre demanda, sem um horário fixo estabelecido pela unidade. A mãe pode comparecer sempre que sentir necessidade. Também é possível enviar leite materno ordenhado. A família recebe orientações sobre a coleta, o congelamento e o armazenamento, e a unidade mantém o leite em freezer específico, devidamente identificado, para que seja oferecido à criança de acordo com a quantidade necessária para cada mamada e seguindo os procedimentos estabelecidos.

O Manual da SME orienta que o apoio à amamentação não depende necessariamente da existência de uma sala exclusiva. O aleitamento pode acontecer em diferentes espaços da unidade, desde que sejam garantidas condições de conforto, tranquilidade e privacidade. A organização de um ambiente específico, quando possível, contribui para demonstrar às famílias que aquele é um espaço de acolhimento.

Um trabalho que envolve toda a equipe

Garantir a continuidade do aleitamento também exige que toda a equipe esteja envolvida. No CEI Santo Agostinho, a cozinha tem um papel fundamental nesse processo. “A equipe da cozinha também é essencial nesse processo. Existe uma parceria muito grande entre todos nós para receber o leite materno, identificar a quantidade que cada criança precisa e garantir que ele seja oferecido de forma adequada. É um trabalho que exige atenção e cuidado, e que só funciona porque todos estão envolvidos”, explica Livia.

Essa atuação integrada está alinhada às orientações da SME, que prevê o envolvimento dos diferentes profissionais da unidade nas ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento. Assim, o cuidado não fica restrito à direção ou aos professores: passa também pela equipe responsável pela alimentação e pelos demais profissionais que fazem parte da rotina das crianças.

Amamentar é um direito — e informar as famílias também

Se a escola precisa estar preparada para apoiar a amamentação, as famílias também precisam saber que esse direito existe. Segundo Livia, muitas mães chegam ao momento da matrícula acreditando que, quando a criança entra no CEI, precisam interromper o aleitamento. “Antes mesmo de matricular o filho, algumas começam a tirar do peito para que, quando ele chegue à unidade, já esteja adaptado à fórmula”, relata.

A situação mostra como a falta de informação pode antecipar uma interrupção que talvez nem fosse necessária. Por isso, orientar a família desde a matrícula é parte importante do trabalho de acolhimento. No CEI Santo Agostinho, esse entendimento também significa reconhecer que a amamentação pode continuar enquanto mãe e criança desejarem, independentemente da idade ou da turma frequentada. “É um direito que as mães têm”, reforça Livia. Para ela, cabe à equipe acolher essa escolha e ajudar a incorporar a amamentação à rotina da unidade, mesmo quando isso exige um período de adaptação da criança.

Na ASA, essa trajetória começou pelo CEI Santa Helena, que recebeu o Selo CEI Amigo do Peito em 2024 e 2025. Em 2025, o CEI Bela Vista e o CEI Santo Agostinho também conquistaram a certificação. Em 2026, as três unidades renovaram esse compromisso e receberam novamente o selo. Afinal, apoiar a amamentação na educação infantil também é reconhecer que acolher o bebê é acolher sua família e criar condições para que esse vínculo possa continuar mesmo depois da chegada à escola.

ECA no ambiente digital

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 28/jul/2026 - Sem Comentários

O estatuto reforça a importância de outras formas de proteção de crianças e adolescentes

Em julho de 2026, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos reafirmando seu papel como um dos principais marcos legais de garantia dos direitos da infância e da adolescência no Brasil. Sancionado em 13 de julho de 1990, o Estatuto representou uma mudança profunda na forma como crianças e adolescentes passaram a ser reconhecidos como sujeitos de direitos, com prioridade absoluta na proteção, no desenvolvimento e no acesso a oportunidades. Ao longo de mais de três décadas, o ECA contribuiu para fortalecer políticas públicas nas áreas de educação, saúde, assistência social, cultura e convivência familiar e comunitária, além de estabelecer mecanismos para prevenir e enfrentar situações de violência, negligência e exploração.

Os direitos garantidos pelo ECA também valem no ambiente digital

Com as transformações trazidas pelas tecnologias e pela internet, a proteção de crianças e adolescentes também passou a incluir os desafios do ambiente digital. O acesso cada vez mais precoce a dispositivos conectados amplia oportunidades de aprendizagem, comunicação e participação, mas também exige cuidados diante de riscos como exposição excessiva, cyberbullying, assédio, desinformação, violação de dados pessoais e exploração sexual on-line.
Nesse contexto, o Brasil deu um importante passo com a aprovação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), que entrou em vigor em 17 de março de 2026. A nova legislação atualiza a proteção prevista pelo ECA para o ambiente digital e estabelece regras para produtos e serviços tecnológicos utilizados por crianças e adolescentes, como redes sociais, jogos eletrônicos, aplicativos, plataformas de vídeo, lojas de aplicativos e sistemas operacionais.
A lei reafirma o princípio da proteção integral e do melhor interesse do público de 0 a 18 anos, estabelecendo que a segurança no ambiente digital é uma responsabilidade compartilhada entre famílias, sociedade, Estado e empresas de tecnologia. Dessa forma, a proteção dos direitos de crianças e adolescentes deixa de depender apenas da atuação dos responsáveis e passa a exigir compromissos concretos também das plataformas digitais.

O que muda na prática

Entre as principais medidas previstas pelo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente estão:

  • Verificação de idade: para acessar conteúdos ou serviços proibidos para menores de 18 anos, como apostas on-line, bebidas alcoólicas, cigarros e conteúdos pornográficos, deixa de ser suficiente a simples autodeclaração da idade. As plataformas deverão adotar mecanismos de verificação compatíveis com a legislação.
  • Segurança desde a concepção dos produtos: aplicativos, jogos e plataformas deverão ser desenvolvidos com configurações que priorizem, por padrão, a segurança, a privacidade, a proteção de dados pessoais e a prevenção de diferentes formas de violência.
  • Ferramentas gratuitas de supervisão parental: empresas deverão disponibilizar recursos claros e acessíveis para que famílias possam acompanhar e orientar o uso das plataformas por crianças e adolescentes.
  • Maior proteção de dados e da privacidade: a legislação restringe a coleta excessiva de dados pessoais e proíbe práticas de rastreamento para publicidade comportamental direcionada a crianças e adolescentes, além de vedar a monetização de conteúdos que incentivem a erotização infantil.
  • Regras para moderação de conteúdo: plataformas passam a ter o dever de oferecer mecanismos eficazes para denúncia de conteúdos relacionados à exploração, abuso ou aliciamento de crianças e adolescentes, além de procedimentos para remoção de conteúdos que violem seus direitos.
O papel das famílias, das escolas e da sociedade

Embora a nova legislação estabeleça responsabilidades para as empresas de tecnologia, a proteção das crianças e adolescentes continua dependendo da atuação conjunta de famílias, escolas, organizações da sociedade civil e poder público. O diálogo aberto sobre o uso da internet, o incentivo ao pensamento crítico, a educação para a cidadania digital e o acompanhamento das atividades on-line são estratégias fundamentais para promover uma relação saudável com as tecnologias.
A especialista em ECA Digital, advogada e doutoranda em Educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Cléo Garcia, lembra que além dessas ações, as escolas têm papel fundamental na promoção do letramento digital e da cidadania digital, para que crianças e adolescentes utilizem as tecnologias de forma crítica, segura, ética e responsável.
“O ECA DIGITAL atribui ao poder público e às instituições de ensino essa responsabilidade, reforçando que a prevenção dos riscos depende também de processos educativos permanentes”, destaca. A Lei 14.533/2023, que instituiu a Política Nacional de Educação Digital (PNED), estabelece a educação digital como componente estratégico da educação, respaldando a diretriz trazida pelo ECA.
Além disso, tal direcionamento já é determinado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), desde 2018, pela Competência Geral no. 5, onde aponta que todos os estudantes devem “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais”.
Também é importante que crianças e adolescentes conheçam seus direitos no ambiente digital, aprendam a proteger seus dados pessoais, saibam reconhecer situações de risco e sintam-se seguros para procurar um adulto de confiança sempre que enfrentarem situações de violência, intimidação ou desrespeito na internet. 

Ações de conscientização na ASA

Na ASA (Associação Santo Agostinho), assegurar o direito de crianças e adolescentes faz parte do trabalho desenvolvido diariamente nos Centros de Educação Infantil (CEIs) e nos Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs). Além de promover o desenvolvimento integral, a convivência e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, a instituição busca preparar crianças, adolescentes, educadores e famílias para os desafios da cidadania digital.
Os educadores dos CCAs da ASA também vêm participando de formações sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente e o uso seguro das tecnologias, fortalecendo sua atuação na orientação das crianças, adolescentes e famílias sobre direitos, prevenção de riscos e promoção de uma convivência ética e respeitosa no ambiente digital. Além das ações formativas, a ASA promove campanhas internas de conscientização sobre o tema, buscando sensibilizar educadores e colaboradores para a importância da proteção no ambiente digital, do uso responsável das tecnologias e do respeito aos direitos previstos no ECA.

Como as famílias podem promover os direitos das crianças no ambiente digital

Assim como no mundo físico, a proteção de crianças e adolescentes na internet começa com a presença e o diálogo. O ECA Digital reforça que o acesso às tecnologias deve ocorrer de forma segura, respeitando o direito ao desenvolvimento, à privacidade, à educação e à proteção contra diferentes formas de violência. Algumas atitudes simples podem fazer a diferença no dia a dia:

  • Converse sobre o uso da internet: Pergunte quais aplicativos, jogos e redes sociais fazem parte da rotina das crianças e adolescentes e demonstre interesse por suas experiências on-line.
  • Estabeleça regras em conjunto: Definir horários de uso das telas, momentos sem dispositivos (como durante as refeições) e limites adequados à idade contribui para uma relação mais equilibrada com a tecnologia.
  • Ensine sobre privacidade e segurança: Explique a importância de não compartilhar dados pessoais, senhas, localização ou fotos com desconhecidos e incentive a criação de senhas seguras.
  • Fale sobre respeito também no ambiente digital: Oriente crianças e adolescentes sobre a importância de tratar os outros com empatia nas redes sociais e de não compartilhar mensagens, fotos ou vídeos que possam causar constrangimento ou violência.
  • Esteja atento aos sinais de sofrimento: Mudanças de comportamento, isolamento, medo de usar determinados aplicativos ou queda no rendimento escolar podem indicar situações como cyberbullying ou outras formas de violência on-line.
  • Utilize os recursos de proteção disponíveis: Ferramentas de controle parental, configurações de privacidade e classificação indicativa ajudam a tornar a navegação mais segura, especialmente para as crianças menores.
  • Dê o exemplo: O comportamento dos adultos influencia diretamente os hábitos das crianças. Fazer um uso consciente das telas, respeitar a privacidade e praticar uma comunicação respeitosa também faz parte da educação digital.

Para além de controlar o tempo de uso da internet, o objetivo é construir relações de confiança para que crianças e adolescentes saibam que podem procurar um adulto de referência sempre que enfrentarem situações de risco ou tiverem dúvidas sobre o ambiente digital.

Junho Violeta: envelhecer com dignidade é um compromisso coletivo

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 15/jun/2026 - Sem Comentários

A mobilização convida a sociedade a combater a violência contra a pessoa idosa e a fortalecer redes de cuidado, proteção e garantia de direitos.

O dia 15 de junho, marcado como o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, nos convida a olhar com mais atenção para uma realidade que muitas vezes permanece silenciosa: as violações de direitos sofridas por pessoas idosas em diferentes contextos. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data mobiliza governos, organizações e a sociedade para enfrentar a violência contra quem envelhece e promover uma cultura de respeito, proteção e dignidade.

Junho Violeta no Brasil

No Brasil, a data inspira as ações do Junho Violeta, campanha nacional de conscientização e enfrentamento às violências contra as pessoas idosas. A mobilização chama a atenção para diferentes formas de abuso e negligência e busca fortalecer a rede de proteção e garantia de direitos. Em 2026, a campanha do Governo Federal traz como tema a relação entre tecnologias, inclusão e ancestralidade, destacando a importância de promover a participação social das pessoas idosas e ampliar sua proteção também nos ambientes digitais.

A urgência desse debate se reflete nos números: entre janeiro de 2024 e abril de 2026, o Disque 100 registrou mais de 435 mil denúncias e 2,5 milhões de violações de direitos contra pessoas idosas. Os dados mais recentes também indicam crescimento das denúncias, que passaram de 58 mil para 75,7 mil entre os primeiros quatro meses de 2025 e 2026, um aumento de 29,8%. Os registros mostram que grande parte dessas situações ocorre dentro do ambiente familiar e envolve negligência, abandono, violência psicológica, violência patrimonial e maus-tratos.

Os números evidenciam a dimensão de um desafio que tende a crescer nos próximos anos. À medida que a população brasileira envelhece, torna-se cada vez mais necessário fortalecer políticas públicas, redes de apoio e iniciativas de proteção que garantam qualidade de vida, autonomia e participação social às pessoas idosas. Viver mais é uma conquista coletiva, mas assegurar que esse envelhecimento aconteça com dignidade é uma responsabilidade compartilhada. Nesse contexto, a violência contra a pessoa idosa deve ser compreendida não apenas como um problema individual ou familiar, mas como uma questão de direitos humanos e cidadania.

A violência nem sempre é visível

Nem toda violência contra a pessoa idosa deixa marcas visíveis. O isolamento social, a invisibilização, a falta de escuta e o desrespeito às suas escolhas são formas de violência que muitas vezes passam despercebidas, mas afetam profundamente a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida. Quando alguém é tratado como incapaz apenas por envelhecer, seus direitos e sua dignidade também são colocados em risco.

De acordo com a cartilha Violência contra a pessoa idosa: vamos falar sobre isso, desenvolvida pelo Governo Federal, as violências contra a pessoa idosa podem ser visíveis ou invisíveis. Enquanto as primeiras resultam em lesões físicas ou morte, as segundas se manifestam por meio de situações que provocam sofrimento, medo, insegurança e isolamento, muitas vezes sem chegar aos sistemas de denúncia e proteção.

A publicação destaca ainda que a violência pode assumir diferentes formas e ocorrer em diversos contextos. Entre as principais estão a violência física, psicológica, a negligência, a violência institucional, o abuso financeiro, a violência patrimonial, a violência sexual e a discriminação. Embora se manifestem de maneiras distintas, todas representam violações de direitos e comprometem a dignidade, a segurança e o bem-estar das pessoas idosas.

A esse cenário somam-se os desafios do ambiente digital. Golpes financeiros, fraudes eletrônicas, desinformação e manipulação online afetam cada vez mais pessoas idosas. Os impactos dessas situações vão além das perdas financeiras e podem gerar medo, insegurança e afastamento da vida digital. Por isso, iniciativas de educação digital e midiática têm ganhado destaque nas ações de proteção e promoção de direitos, contribuindo para ampliar a autonomia, a segurança e a participação dessa população em uma sociedade cada vez mais conectada.

Cultura de valorização e respeito

O enfrentamento da violência contra a pessoa idosa passa pela construção de uma cultura de respeito e valorização do envelhecimento. Segundo orientações da cartilha mencionada acima, é fundamental reconhecer o envelhecimento como uma etapa natural da vida, combater atitudes discriminatórias e rejeitar práticas que desrespeitem ou infantilizem as pessoas idosas. A prevenção também envolve estar atento a sinais de violência ou sofrimento, promover o respeito entre as gerações e denunciar situações de violação de direitos.

Em 2003, foi instituído o Estatuto da Pessoa Idosa, ampliando a proteção dos direitos relacionados à saúde, assistência social, transporte, cultura, lazer e acesso à justiça. Políticas públicas como essa são fundamentais para garantir o envelhecimento com dignidade, respeito e segurança. Elas contribuem para a prevenção de situações de violência, negligência e exclusão social, além de promoverem o acesso a serviços essenciais e oportunidades de participação comunitária.

E, hoje, já existem serviços específicos direcionados ao atendimento de pessoas com 60 anos ou mais. O Centro Dia para Idosos é voltado prioritariamente a beneficiários do BPC-LOAS e inscritas no CadÚnico, com dependência física e/ou cognitiva leve a moderada. O serviço tem como objetivo prevenir a institucionalização, o isolamento social e as violações de direitos, promovendo proteção social, autonomia, convivência comunitária e qualidade de vida.

O trabalho da ASA: cuidado, autonomia e proteção

Desde 2016, ASA administra o CDI Lar Santo Alberto e desenvolve uma programação diversificada de atividades físicas, cognitivas, culturais, educativas e de convivência. Caminhadas orientadas, danças, jogos de memória, rodas de conversa, oficinas sobre direitos e prevenção de violências, atividades culturais e encontros com familiares integram uma rotina voltada ao fortalecimento de vínculos, à inclusão social e à valorização das trajetórias de vida das pessoas atendidas.

Entre as iniciativas de destaque estão as oficinas de informática, realizadas duas vezes por semana. Elas promovem a inclusão digital, estimulam habilidades cognitivas, a sociabilidade e a autonomia, além de ampliar o acesso à informação, aos serviços e às relações sociais, contribuindo para a participação cidadã e o bem-estar das pessoas idosas. E estão alinhadas ao Estatuto da Pessoa Idosa, que prevê a criação de oportunidades de acesso à educação por meio de metodologias e conteúdos adequados às especificidades desse público.

Mais do que oferecer atendimento, a unidade da ASA  constrói uma rede de cuidado que envolve familiares, cuidadores, profissionais e a comunidade. Reuniões com famílias, visitas domiciliares e articulação com a rede socioassistencial ampliam a proteção e o apoio às pessoas idosas, reconhecendo que o cuidado é uma responsabilidade compartilhada e fundamental para a promoção do bem-estar.

Os resultados desse trabalho são percebidos por todos. Muitos atendidos relatam melhorias na autoestima, no bem-estar emocional, na socialização e na capacidade de realizar atividades de forma mais autônoma. “Aprendi com as oficinas de informática a fazer tudo sozinho e pude descobrir um mundo diferente”, relata Walter Rodrigues, de 69 anos. Para a Benedita Cavanha, de 86 anos, “as atividades realizadas no Centro Dia são muito importantes para mim e totalmente diferentes de tudo aquilo que já aprendi”. Familiares também destacam os impactos positivos do serviço na qualidade de vida de seus entes queridos, ressaltando o acolhimento, a dedicação da equipe e as oportunidades de aprendizado, convivência e resgate de memórias .

Como destaca Sandra Leme da Costa, gerente do CDI Lar Santo Alberto, o trabalho desenvolvido pela ASA vai muito além da prestação de um serviço: “Trata-se de uma verdadeira transformação de vidas, promovendo acolhimento, pertencimento, autonomia e dignidade às pessoas idosas. Cada atividade representa uma oportunidade de resgatar sonhos, fortalecer a autoestima, estimular capacidades e valorizar histórias construídas ao longo de uma vida inteira”. Dessa forma, o CDI reafirma seu compromisso de transformar o envelhecimento em uma experiência mais digna, ativa, participativa e feliz.

Envelhecer com dignidade é um compromisso coletivo

O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa nos lembra da importância de combater todas as formas de violência. Mas, de acordo com Sandra, a data nos convida a dar um passo além: construir uma cultura do cuidado, baseada no respeito, na escuta e na valorização das pessoas idosas. “Isso significa reconhecer o envelhecimento como uma etapa da vida marcada por direitos, oportunidades e contribuições; promover ambientes acolhedores, acessíveis e inclusivos; e entender que a proteção das pessoas idosas é uma responsabilidade compartilhada entre famílias, comunidade, poder público e organizações da sociedade civil”, afirma.

Ao fortalecer vínculos, incentivar a participação social e reconhecer o protagonismo das pessoas idosas, contribuímos para uma sociedade mais justa e solidária para todas as gerações. Construir uma cultura do cuidado exige atenção cotidiana, compromisso coletivo e ações concretas que promovam respeito, inclusão e garantia de direitos.

18 de Maio – Proteger é dever de todos

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 18/maio/2026 - Sem Comentários

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, reforçamos a importância da escuta, da proteção e do compromisso coletivo com a garantia de direitos.

O dia 18 de maio marca uma das datas mais importantes do calendário de proteção à infância no Brasil. Instituído pela Lei Federal nº 9.970/00, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes convida toda a sociedade a refletir, agir e se comprometer com a garantia de direitos de meninas e meninos.

A data foi escolhida em memória de Araceli, uma criança de apenas oito anos, vítima de um crime brutal ocorrido em 1973. Seu caso, que permanece impune, tornou-se símbolo da luta contra a violência sexual infantojuvenil no país e reforça a urgência de romper o silêncio e enfrentar essa realidade.

No Brasil, a violência sexual contra crianças e adolescentes ainda é um problema grave e, muitas vezes, invisível. Em grande parte dos casos, o abuso ocorre dentro do próprio ambiente familiar ou em contextos de confiança, o que torna a identificação e a denúncia ainda mais desafiadoras. Por isso, a informação e a sensibilização da sociedade são fundamentais para proteger quem mais precisa.

Campanha Faça Bonito: mobilização e conscientização

A Campanha Faça Bonito, também conhecida como Maio Laranja, é uma mobilização nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no país. Representada por uma flor amarela, ela simboliza a necessidade de cuidado, atenção e proteção desse público e é também um convite à ação: escutar, acolher, orientar e, sempre que necessário, denunciar.

Na Associação Santo Agostinho (ASA), o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes se traduz em práticas cotidianas. Projetos socioeducativos, formações com equipes, trabalho com famílias e articulação com a rede de proteção fazem parte de uma atuação contínua voltada à prevenção de violências e ao fortalecimento de vínculos.

Nesse contexto, o Maio Laranja se configura não como uma ação pontual, mas como um período de intensificação e de maior visibilidade das práticas já desenvolvidas. Neste período são realizadas diversas ações de mobilização, fortalecendo o acesso à informação e o protagonismo de crianças e adolescentes.

Calendário de atividades 2026

Ao longo do mês de maio, os CCAs e o CCInter da ASA irão desenvolver atividades de sensibilização sobre proteção de crianças e adolescentes, combinando rodas de conversa, recursos lúdicos (como vídeos, histórias e dinâmicas) e produção de materiais, como cartazes e mensagens de conscientização. A dinâmica do “Semáforo do Toque” será trabalhada em diferentes unidades, contribuindo para que crianças e adolescentes compreendam limites corporais, reconheçam situações de risco e identifiquem formas de proteção, incluindo a busca por adultos de confiança.

O CCA São José realizará oficinas semanais que culminam em uma ação intersetorial na Biblioteca Pedro Nava, com exposição dos materiais e participação dos adolescentes em encontro com outros serviços da Rede. Já o CCA Pássaros organizou suas atividades em semanas temáticas, incluindo o uso de conteúdos como a série “Que corpo é esse?” e o livro Pipo e Fifi – Ensinando proteção contra violência sexual de Caroline Arcari.

No CCInter – Projeto Viver, as atividades se concentram em uma semana intensiva, com caminhada de conscientização em parceria com o CCA Primavera. Por fim, o CCA Santa Mônica articula reflexão e ação no espaço público, com produção e distribuição de marca-páginas e abordagem à comunidade, incluindo orientação sobre canais de denúncia como o Disque 100.

De forma transversal, as ações envolvem também as famílias, por meio da sensibilização e incentivo ao diálogo no ambiente doméstico, ampliando a rede de proteção. No território, a mobilização ocorre por meio de ações intersetoriais que articulam assistência social, educação, saúde e cultura, reforçando a importância da atuação integrada na garantia de direitos.

“Proteger a infância é um dever coletivo. Cada pessoa — na família, na escola, na comunidade ou nas instituições — tem um papel essencial na construção de um ambiente seguro e acolhedor para crianças e adolescentes”, destaca Priscila Matos de Nascimento Bellarmino, Coordenadora Geral dos CCAs da ASA.

Como fazer uma denúncia

Diante de suspeitas ou confirmação de violência, é fundamental acionar os canais oficiais de proteção. O Disque 100 é um serviço gratuito e anônimo para o registro de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência sexual contra crianças e adolescentes. No contexto do 18 de maio, reforça-se a importância da atuação responsável: proteger, escutar e agir.

Para saber mais: https://www.facabonito.org/

Novo Plano Nacional de Educação é sancionado

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 24/abr/2026 - Sem Comentários

Perspectivas para ampliar acesso, qualidade e equidade na educação infantil brasileira para os próximos dez anos

A Presidência da República sancionou, em 14 de abril, o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que orientará as políticas educacionais no país até 2036. O plano estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias que organizam a atuação coordenada da União, dos estados e dos municípios na garantia do direito à educação, com impacto direto na ampliação do acesso, na melhoria da qualidade do ensino e no aumento dos investimentos públicos.

O Plano Nacional de Educação (PNE)

Elaborado pelo Ministério da Educação, com contribuições de grupo de trabalho, sociedade civil, Congresso Nacional, estados, municípios e conselhos de educação, o texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 e pelo Senado em março de 2026. O documento reúne 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias, abrangendo da educação infantil à pós-graduação.

Um dos destaques é a incorporação da equidade como princípio estruturante. O PNE considera que a melhoria de médias nacionais não é suficiente e propõe estratégias que priorizam territórios e populações historicamente vulnerabilizadas, com foco na redução das desigualdades regionais, socioeconômicas e raciais.

O novo plano avança ainda ao prever mecanismos mais estruturados de monitoramento, transparência e governança, com incentivo à elaboração de planos de ação e maior integração entre planejamento e orçamento. Nesse contexto, o financiamento da educação permanece central, exigindo recursos adequados e contínuos para sustentar a expansão com equidade e qualidade.

Acesso à Educação Infantil

Reconhecida como etapa fundamental para o desenvolvimento integral das crianças e para a promoção da equidade, a educação infantil é contemplada no plano em dois objetivos — ampliar a oferta de matrículas em creches e universalizar a pré-escola, além de garantir a qualidade da oferta — cinco metas e 37 estratégias.

Entre as metas de ampliação do acesso, estão o atendimento de 100% da demanda identificada por creche e, em nível nacional, atingir, no mínimo, 60% das crianças de até três anos ao final da vigência do PNE. Nesse âmbito, o plano também estabelece a redução, a no máximo dez pontos percentuais, da desigualdade de acesso à creche entre crianças dos quintis de renda mais alto e mais baixo, além da universalização do acesso à pré-escola para todas as crianças de quatro a cinco anos até o segundo ano de vigência.

Para viabilizar essas metas, o plano prevê apoio técnico e financeiro, em regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios, para implementar políticas de levantamento de demanda por creche e de busca ativa na educação infantil. Essas ações, coordenadas pelas Secretarias de Educação em articulação com outras áreas, informam as famílias sobre o direito à matrícula e buscam ampliar o acesso, reduzindo evasão e abandono.

“A busca ativa é uma estratégia fundamental para a garantia do direito à educação. Nos seis Centros de Educação Infantil (CEIs) geridos pela ASA, ela é realizada de forma assídua, contínua e estruturada pela nossa equipe”,  explica Maria Eugênia Franco, Coordenadora Geral dos Centros de Educação Infantil – CEI’s ASA. Segundo ela, a iniciativa tem contribuído significativamente para a redução das faltas injustificadas, além de fortalecer o vínculo com as famílias e a permanência das crianças na escola.

Qualidade no atendimento

No âmbito da qualidade, o PNE estabelece como objetivo garantir a qualidade da oferta de educação infantil. Como meta, prevê que toda a oferta de creche e de pré-escola alcance padrões nacionais, considerando, no mínimo, infraestrutura, profissionais, gestão, recursos pedagógicos, acessibilidade e práticas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com intencionalidade educativa e foco no desenvolvimento integral. Entre as estratégias previstas, destacam-se o incentivo a práticas de leitura dialogada, o fortalecimento da relação entre escola e família e a promoção de políticas de formação inicial e continuada dos profissionais da educação infantil.

Os Centros de Educação Infantil (CEIs) da ASA já atuam em consonância com essas diretrizes. O plano pedagógico das unidades segue o Currículo da Cidade, a BNCC e as normativas municipais, oferecendo educação gratuita e de qualidade para mais de 1 mil  crianças de 0 a 5 anos em período integral, com foco no desenvolvimento integral. “Nosso compromisso é garantir não apenas o acesso, mas uma educação infantil de qualidade, que respeite as especificidades da primeira infância e promova o desenvolvimento integral de nossos atendidos”, destaca Maria Eugênia.

Em linha com as estratégias do PNE, a ASA implementa iniciativas que fortalecem tanto as práticas pedagógicas quanto o vínculo com as famílias. O projeto Sacola Viajante, por exemplo, promove a leitura dialogada no ambiente familiar, estimulando o desenvolvimento da linguagem e aproximando escola e comunidade. Já ações como o Dia da Família na Escola e os encontros semestrais ampliam a participação das famílias e reforçam a corresponsabilidade educativa. “Em aderência à diretriz de formação de profissionais prevista no PNE, as equipes técnicas e pedagógicas participam de formações continuadas, contribuindo para a qualificação permanente do atendimento e para a melhoria da qualidade da oferta educacional”, afirma a Coordenadora Geral dos CEI’s ASA.

Um compromisso coletivo com a primeira infância

O novo PNE para a próxima década estabelece metas ambiciosas para a educação infantil, etapa central na redução das desigualdades no Brasil. Universalizar o acesso com qualidade, no entanto, demanda articulação entre diferentes atores, com cooperação entre União, estados e municípios e integração com políticas sociais. Nesse contexto, organizações sociais como a ASA se colocam como parceiras estratégicas, contribuindo com conhecimento do território e capacidade de implementação.

“O investimento na primeira infância é uma estratégia relevante para a quebra do ciclo da pobreza. O acesso à creche de qualidade gera um impacto duplo e imediato: promove o desenvolvimento cognitivo das crianças — um investimento no futuro — e amplia a renda das famílias, especialmente das mulheres, no presente. Trata-se de uma agenda que combina equidade, desenvolvimento social e geração de oportunidades”, destaca Melissa Porto Pimentel, Superintendente Executiva da ASA.

O avanço dessas metas dependerá da capacidade de transformar diretrizes em ações concretas nos territórios, com monitoramento, financiamento adequado e continuidade das políticas públicas. Fortalecer iniciativas que já demonstram resultados será essencial para garantir escala e consistência na implementação. Mais do que um plano, o PNE se consolida como um compromisso coletivo com o presente e o futuro das crianças brasileiras.

A educação protege crianças e adolescentes

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 25/mar/2026 - Sem Comentários

Conheça as ações da ASA que apoiam trajetórias seguras desde a infância

O mês de março é um convite à reflexão sobre os direitos das mulheres, a igualdade de gênero e o enfrentamento da violência, fomentado pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 – um marco dessa mobilização. No entanto, essa reflexão é atravessada por uma dura e persistente realidade: a violência de gênero continua a marcar o cotidiano e aparece com frequência no noticiário, evidenciando desigualdades estruturais e situações de abuso que atingem mulheres e meninas em diferentes contextos.

Diante desse cenário, silenciar a luta ou impedir o debate não protege — ao contrário, favorece a continuidade dessas violências. Enfrentar esse problema exige ação coletiva e estratégias consistentes de prevenção, nas quais a educação tem forte contribuição para a formação de comportamentos, papéis e expectativas sociais.

Mais do que reconhecer o problema, é preciso agir. A discussão sobre gênero, respeito e diversidade nas escolas e em outros espaços socioeducativos e de proteção social é fundamental para desconstruir estereótipos, prevenir violências e promover relações mais igualitárias. Falar sobre o corpo com crianças pode parecer delicado, mas é parte essencial para um desenvolvimento saudável. Quando essas conversas acontecem de forma clara, respeitosa e adequada à idade, fortalecem a autoestima, a autonomia e a capacidade de reconhecer limites — próprios e dos outros.

Educação, escuta e proteção no cotidiano

É nesse contexto que no CCA Gaetano e Carmela crianças participaram, em março, de uma atividade de contorno do corpo humano. De forma lúdica e participativa, aprenderam a nomear corretamente as partes do corpo, refletir sobre a importância de respeitar os próprios limites e conversar sobre situações que podem gerar desconforto.

“A atividade abriu espaço para perguntas, trocas de experiências e aprendizados importantes. Ao compreender melhor o próprio corpo e reconhecer que todos têm direito ao respeito e ao cuidado, as crianças desenvolvem maior consciência corporal e confiança para expressar sentimentos e buscar ajuda quando necessário”, explica Priscila Matos de Nascimento Bellarmino, Coordenadora Geral dos CCAs da ASA. Segundo ela, a iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à proteção e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, entre as quais se destaca o projeto Previna-se, que promove atividades de educação sexual, saúde, cidadania e direitos.

Projeto da ASA promove proteção a crianças e adolescentes

Em sua quarta edição, o projeto Previna-se tem como foco ampliar o conhecimento sobre o corpo, prevenir violências e fortalecer os direitos de crianças e adolescentes. O projeto realiza ações socioeducativas integradas, promove escuta qualificada e mantém articulação permanente com as famílias e com a rede de proteção. Atualmente, atende 690 beneficiários diretos de todos os CCAs administrados pela ASA e conta com apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo (Condeca/SP) e parceria das empresas Mattos Filho, MedSênior, Raia Drogasil e Track&Field.

“Por meio de oficinas socioeducativas e atividades participativas, o projeto promove espaços de diálogo e aprendizagem sobre temas fundamentais do processo de desenvolvimento. Como as transformações do corpo, os aspectos emocionais da infância e da adolescência, o autocuidado, o respeito nas relações e o acesso a informações qualificadas. As ações buscam fortalecer a autonomia, ampliar o conhecimento sobre direitos e contribuir para que crianças e adolescentes desenvolvam recursos para fazer escolhas mais conscientes e seguras em suas trajetórias de vida.”, afirma Renata Cirilo – responsável pela coordenação do projeto.

Além das atividades com crianças e adolescentes, o Previna-se também oferece suporte às equipes dos CCAs e promove o diálogo com as famílias, ampliando a circulação de informações e fortalecendo o convívio familiar como estratégia de prevenção de violências. O projeto inclui ainda encontros formativos, orientação às equipes técnicas e articulação contínua com o Sistema de Garantia de Direitos e com a rede local de proteção. Também são realizados acolhimentos individuais e acompanhamentos de situações que exigem atenção especial, com encaminhamentos e monitoramento de casos críticos em parceria com serviços públicos e outras instituições da rede.

Espaços seguros para prevenir a violência

Segundo a UNESCO, a violência baseada em gênero nas escolas (VBGE) atinge milhões de crianças, famílias e comunidades em todo o mundo. Caracteriza-se por atos ou ameaças de violência sexual, física ou psicológica dentro ou no entorno das escolas, motivados por normas e estereótipos de gênero e por relações desiguais de poder, ocorrendo em diferentes contextos culturais, geográficos e econômicos.

Em sua publicação Orientações Internacionais para o enfrentamento da violência baseada em gênero nas escolas, o órgão destaca que a educação é um importante veículo para a transformação de comportamentos individuais e de normas sociais mais amplas relacionadas à violência, à igualdade e à discriminação de gênero.

Nesse sentido, a prevenção deve orientar todas as ações, desde o desenvolvimento de políticas públicas até o trabalho com famílias. No dia a dia, em espaços seguros e acolhedores, intervenções extracurriculares podem funcionar como portas de entrada para o enfrentamento das violências, ao fortalecer habilidades fundamentais para a vida de crianças e adolescentes, como autoconhecimento, comunicação, respeito aos limites e resolução de conflitos.

Na ASA, o Previna-se tem essa relevância e é um exemplo de prática concreta de ações socioeducativas desenvolvidas com crianças e adolescentes. A instituição busca criar espaços seguros para conversar, aprender e compartilhar experiências com foco no fortalecimento de vínculos, respeito e responsabilidade nas relações.

“A mobilização em torno do mês de março reforça a urgência de enfrentar a violência e criar ambientes seguros para mulheres, crianças e adolescentes. Nossa premissa é a formação de cidadãos mais conscientes como prevenção. Afinal, a luta pelos direitos das mulheres está profundamente ligada à proteção de crianças e adolescentes. Educar para o respeito, falar sobre o corpo de forma adequada e fortalecer a autonomia desde cedo são passos essenciais para a construção de formas de masculinidade que não estejam associadas à violência, dominação ou machismo”, destaca Priscila.

No mês do Dia Internacional da Mulher, olhar para essas ações também é reconhecer que uma sociedade mais justa começa a se formar desde cedo. Investir em informação, cuidado e respeito na infância é fortalecer as bases para relações mais saudáveis e para um futuro com mais igualdade, segurança e dignidade para todos.

Assista aqui nosso minidocumentário sobre o projeto Previna-se.

Justiça social se constrói todos os dias

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 20/fev/2026 - Sem Comentários

Compromisso contínuo com a equidade, o enfrentamento das desigualdades e a promoção de direitos nos territórios

Celebrado em 20 de fevereiro, o Dia Mundial da Justiça Social, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), destaca a importância da equidade, redução das desigualdades e garantia de direitos como fundamentos do desenvolvimento social sustentável. Para se concretizar, a justiça social exige ações contínuas e articuladas nos territórios, com a garantia de acesso a políticas públicas, serviços socioassistenciais e oportunidades de desenvolvimento, especialmente em contextos marcados por desigualdades estruturais.

Nesse cenário, a atuação das organizações da sociedade civil é fundamental para ampliar a proteção social, fortalecer direitos e contribuir para a construção de trajetórias mais dignas e equitativas.

A justiça social na atuação da ASA

A Associação Santo Agostinho (ASA) atua de forma permanente na promoção da justiça social por meio de ações socioassistenciais e educativas voltadas a crianças, adolescentes, pessoas idosas e suas famílias. Seu trabalho contribui para a garantia de direitos, o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e a valorização da diversidade.

Atualmente, são atendidas na cidade de São Paulo mais de 2 mil pessoas por ano, em situação de vulnerabilidade social, em seis Centros de Educação Infantil (CEIs), cinco Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), um Centro Dia para Idosos (CDI) e um Centro de Convivência Intergeracional (CCInter), com atuação articulada ao poder público e a parceiros institucionais.

Como destaca Melissa Pimentel, Superintendente Executiva da instituição, “a ASA compreende a justiça social como a garantia de direitos por meio de ações continuadas, articuladas às políticas públicas e comprometidas com a dignidade, a equidade e o fortalecimento dos vínculos comunitários”.

No âmbito dos serviços prestados, a justiça social se expressa na qualificação dos atendimentos, na criação de espaços seguros e inclusivos e no desenvolvimento de ações que promovem autonomia, participação social e desenvolvimento integral.

Ao longo de mais de oito décadas de atuação, a ASA reafirma seu compromisso com práticas consistentes e territorializadas, reconhecendo que a redução das desigualdades sociais exige presença contínua, trabalho em rede e responsabilidade coletiva.

Antirracismo como eixo da justiça social

Esse compromisso também se materializa em iniciativas específicas desenvolvidas nos territórios. Em 2025, a ASA recebeu em seus Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), o projeto Usina de Valores, idealizado e executado pelo Instituto Vladimir Herzog. A iniciativa teve como objetivo mobilizar a participação política popular nos territórios de atuação da instituição, com foco na educação em direitos humanos, na valorização da democracia, no respeito à diversidade e no enfrentamento de diferentes formas de discriminação utilizando metodologias participativas e processos formativos junto a crianças e adolescentes.

A proposta dialoga diretamente com o entendimento de que o racismo é um dos principais obstáculos à concretização da justiça social. Enquanto a justiça social busca equidade, igualdade de oportunidades e acesso a direitos, o racismo opera na lógica oposta, criando hierarquias e estruturas que marginalizam determinados grupos, especialmente pessoas negras e indígenas. Nesse sentido, a promoção da justiça social exige o combate ativo ao racismo, por meio de práticas e ações antirracistas.

Ao longo das atividades, os participantes foram estimulados ao diálogo, à reflexão crítica e à construção coletiva de conhecimentos, fortalecendo valores como convivência democrática, empatia e cidadania. “As crianças e os adolescentes mapearam os territórios onde vivem e circulam e identificaram que o racismo cria barreiras que limitam o acesso pleno e a participação ativa, tornando muitos espaço inseguros devido à discriminação racial e à violência e elaboraram frases antirracistas que expressam suas reflexões”, conta Ruth Costa, Orientadora Socioeducativa da ASA e responsável pelo acompanhamentos do projeto nos CCAs.

Como resultado desse percurso formativo, foi elaborado, de forma colaborativa, o Manual Antirracista – Saberes e fazeres para uma vida digna na cidade , que sistematiza aprendizados e reflexões sobre o enfrentamento do racismo no cotidiano. “O manual foi uma proposta de ferramenta inicial de enfrentamento ao racismo e fortalecimento do direito de todas as pessoas à cidade, e serviu como material de estudo e aprofundamento para todas as 690 crianças e adolescentes atendidos pelos CCAs. Além da produção desse material, eles fizeram intervenções no espaço urbano, que envolveram caminhadas e distribuição da Manual”, explica Ruth. De acordo com ela, a experiência reafirma o papel dos CCAs como locais estratégicos para a garantia de direitos e para a promoção da justiça social.

Engajamento coletivo e compromisso contínuo

A compreensão adotada pela ASA dialoga com estudos que definem a justiça social como um conceito dinâmico, que envolve a garantia de direitos, a valorização das diferenças e a participação efetiva das pessoas na vida social e política. Essa abordagem considera três dimensões centrais:

  • Redistribuição, relacionada à distribuição equitativa de bens, recursos e oportunidades;
  • Reconhecimento, voltada à valorização das identidades e ao enfrentamento das discriminações;
  • Representação, associada à participação democrática e à inclusão de diferentes vozes nos processos de decisão.

Sob essa perspectiva, a justiça social se afirma como um projeto coletivo e contínuo, que exige ações articuladas e compromisso institucional para a promoção da equidade, da dignidade e da solidariedade. O Dia Mundial da Justiça Social reforça, assim, a importância do engajamento coletivo na construção de uma sociedade mais justa.

A Associação Santo Agostinho – ASA convida a sociedade a conhecer seu trabalho e a apoiar iniciativas voltadas à promoção da dignidade, da equidade e da garantia de direitos. É possível apoiar a ASA  de diversas formas: por meio do Programa de Voluntariado – ASA Move, de doações financeiras, da doação de materiais, da destinação do Imposto de Renda a projetos aprovados, da doação automática de Nota Fiscal Paulista, da participação em eventos e da divulgação do nosso trabalho. Com o seu apoio, é possível fortalecer iniciativas que promovem a justiça social nos territórios e ampliam oportunidades para quem mais precisa.

Educação começa na primeira infância

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 23/jan/2026 - Sem Comentários

No Dia Internacional da Educação, a ASA celebra a trajetória da Educação Infantil — da assistência ao reconhecimento como educação essencial para o desenvolvimento humano.

Celebrado em 24 de janeiro, o Dia Internacional da Educação é um convite global à reflexão sobre o papel da educação na promoção de direitos, na redução das desigualdades e na construção de sociedades mais justas e sustentáveis. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um momento para reconhecer avanços, reafirmar compromissos e fortalecer políticas públicas que garantam o acesso à educação de qualidade para todas as pessoas, desde os primeiros anos de vida.

No Brasil, essa reflexão passa, necessariamente, pela Educação Infantil — etapa que, ao longo da história, deixou de ser compreendida apenas como um serviço assistencial para se consolidar como um direito da criança. A Associação Santo Agostinho (ASA) acompanha e integra esse processo de transformação há mais de 80 anos, com atuação contínua junto a crianças, famílias e comunidades.

As origens das creches e a trajetória da ASA

Durante grande parte do século XX, o surgimento das creches no Brasil esteve diretamente ligado às transformações sociais e econômicas, especialmente à crescente inserção das mulheres no mercado de trabalho. Nesse contexto, o atendimento às crianças pequenas tinha como principal objetivo oferecer cuidado, proteção e alimentação, garantindo que as mães pudessem trabalhar.

As creches eram vistas, majoritariamente, como espaços de assistência social, voltados à guarda das crianças, e não como ambientes educativos estruturados. A dimensão pedagógica ainda não era reconhecida como elemento central do desenvolvimento infantil. Foi nesse contexto que se iniciou a atuação da ASA na primeira infância.

A história da Associação Santo Agostinho se entrelaça com a própria evolução da Educação Infantil no Brasil. Em maio de 1951, por meio de uma alteração em seu estatuto, a ASA passou a atuar formalmente como uma entidade assistencial e criou a  Creche Lar Infantil, a sua primeira unidade instalada em um casarão alugado na Rua Augusta, na cidade de São Paulo.

A iniciativa surgiu da necessidade concreta de apoiar mulheres trabalhadoras, oferecendo um espaço seguro para as crianças pequenas durante a jornada de trabalho. Desde o início, a ASA assumiu um papel relevante na resposta às demandas sociais do seu tempo, com foco na proteção da infância.

Em 1962, a ASA recebeu o título de Utilidade Pública — um marco importante de reconhecimento institucional — e celebrou seu primeiro convênio com a Prefeitura de São Paulo, ampliando sua atuação em parceria com o poder público. Esse movimento fortaleceu o atendimento oferecido e contribuiu para a consolidação das creches como equipamentos essenciais da política social urbana.

Da lógica do cuidado à educação como direito

As primeiras creches surgiram em São Paulo no início do século XX com uma função predominantemente assistencial. Criada em 1913, a Creche Baronesa de Limeira tinha como objetivo garantir o cuidado básico de crianças enquanto suas mães trabalhavam nas fábricas. Somente em 1969 foi inaugurada a primeira creche municipal, vinculada ao poder público.

A partir dos anos 1970, o debate sobre as creches ganhou novos contornos. Além da ampliação de vagas, passou a incorporar a defesa da qualidade pedagógica. Entre 1978 e 1982, o Movimento de Luta por Creches, protagonizado por famílias trabalhadoras, foi fundamental para afirmar as creches como espaços educativos.

Nas décadas seguintes, pesquisas e mudanças nas políticas públicas reforçaram a importância da primeira infância para o desenvolvimento humano. Esse entendimento se consolidou com a Constituição Federal de 1988 e foi aprofundado pela LDB/1996, que reconheceu a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, organizada em creches e pré-escolas, sendo esta última obrigatória.

Documentos mais recentes, como a BNCC e o Plano Nacional de Educação, reafirmaram a criança como sujeito de direitos e estabeleceram metas para ampliar o acesso. Ainda assim, os dados mostram desafios persistentes: em 2024, a cobertura da pré-escola chegou a 94,6%, e o atendimento em creches permaneceu abaixo de 40%.

Em resposta a esse cenário, o MEC lançou, em 2025, o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil (Conaquei), com ações de apoio técnico e financeiro para fortalecer a expansão do acesso, a qualidade e a equidade na Educação Infantil em todo o país.

Da assistência à educação: uma mudança de paradigma

Segundo Maria Eugênia Franco, pedagoga e Coordenadora Geral dos Centros de Educação Infantil da ASA, todo esse percurso histórico representou uma mudança estrutural. “A creche passou a ser reconhecida como um espaço de aprendizagem, convivência, brincadeira e desenvolvimento integral, no qual educar e cuidar são dimensões indissociáveis”, afirma.

Ela ressalta ainda que diversos estudos apontam que investir na primeira infância é uma das estratégias mais eficazes para reduzir desigualdades educacionais, promover equidade e garantir melhores oportunidades ao longo da vida.

“A Educação Infantil de qualidade impacta diretamente o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e cultural das crianças. Experiências educativas significativas nessa etapa da vida contribuem para melhores resultados educacionais futuros, maior permanência na escola e melhores condições de inserção social”, completa Maria Eugênia. A oferta de Educação Infantil também é considerada por especialistas como um fator central para a promoção da equidade, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.

ASA e a Educação Infantil hoje

Ao longo das décadas, a ASA consolidou sua atuação na Educação Infantil, evoluindo de uma resposta assistencial para um trabalho educativo alinhado às diretrizes legais e pedagógicas que reconhecem as crianças como sujeitos de direitos.

Atualmente, atende mais de 860 bebês e crianças em seis Centros de Educação Infantil (CEIs) conveniados à Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, seguindo o Currículo da Cidade e a BNCC, e garantem educação gratuita e de qualidade, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta se concretiza em ambientes acolhedores, com rotinas que integram cuidado, desenvolvimento integral e alimentação balanceada, conforme as diretrizes da Coordenadoria de Alimentação Escolar (CODAE)/SME.

Em 2024, a ASA aprofundou a ressignificação de suas práticas pedagógicas, colocando o protagonismo infantil no centro do trabalho. Os projetos passaram a partir dos interesses das próprias crianças, fortalecendo a escuta, a investigação e a construção coletiva do conhecimento. “Em 2026, seguiremos investindo na formação das equipes e no fortalecimento do projeto pedagógico, reafirmando nosso compromisso com uma Educação Infantil de qualidade”, afirma Maria Eugênia.

Onde estamos e como vemos o futuro

Hoje, a sociedade reconhece a Educação Infantil como base essencial da formação humana, decisiva para o desenvolvimento cerebral, emocional e social das crianças. Ao mesmo tempo, os dados evidenciam que garantir esse direito com equidade ainda é um desafio urgente. Ao assegurar acesso a ambientes educativos acolhedores, intencionais e bem estruturados, é possível reduzir desigualdades que, muitas vezes, se instalam ainda nos primeiros anos de vida.

“A Educação Infantil é uma etapa estruturante para a construção de trajetórias mais equitativas. Investir na primeira infância é reafirmar o compromisso com a equidade educacional e com o desenvolvimento integral das crianças desde os primeiros anos. Essa compreensão orienta a nossa atuação e sustenta nosso compromisso histórico com a infância”, ressalta Melissa Porto Pimentel, Superintendente Executiva da ASA.

A ASA segue comprometida com políticas e práticas que valorizam não apenas o cuidado, mas a dimensão educativa das interações, o fortalecimento das famílias e a construção de experiências significativas desde a primeira infância. Reconhecer a trajetória — da assistência ao reconhecimento da creche como espaço educativo — é reafirmar valores fundamentais: respeito à infância, cuidado com as relações e compromisso com o desenvolvimento integral de cada criança.

Neste Dia Internacional da Educação, a ASA celebra sua história e reafirma sua missão de transformar ao educar e cuidar de crianças, oferecendo oportunidades de desenvolvimento pessoal com respeito e dignidade.

Conheça as formas de apoiar a ASA e investir na educação!

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