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Junho Violeta: envelhecer com dignidade é um compromisso coletivo

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 15/jun/2026 - Sem Comentários

A mobilização convida a sociedade a combater a violência contra a pessoa idosa e a fortalecer redes de cuidado, proteção e garantia de direitos.

O dia 15 de junho, marcado como o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, nos convida a olhar com mais atenção para uma realidade que muitas vezes permanece silenciosa: as violações de direitos sofridas por pessoas idosas em diferentes contextos. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data mobiliza governos, organizações e a sociedade para enfrentar a violência contra quem envelhece e promover uma cultura de respeito, proteção e dignidade.

Junho Violeta no Brasil

No Brasil, a data inspira as ações do Junho Violeta, campanha nacional de conscientização e enfrentamento às violências contra as pessoas idosas. A mobilização chama a atenção para diferentes formas de abuso e negligência e busca fortalecer a rede de proteção e garantia de direitos. Em 2026, a campanha do Governo Federal traz como tema a relação entre tecnologias, inclusão e ancestralidade, destacando a importância de promover a participação social das pessoas idosas e ampliar sua proteção também nos ambientes digitais.

A urgência desse debate se reflete nos números: entre janeiro de 2024 e abril de 2026, o Disque 100 registrou mais de 435 mil denúncias e 2,5 milhões de violações de direitos contra pessoas idosas. Os dados mais recentes também indicam crescimento das denúncias, que passaram de 58 mil para 75,7 mil entre os primeiros quatro meses de 2025 e 2026, um aumento de 29,8%. Os registros mostram que grande parte dessas situações ocorre dentro do ambiente familiar e envolve negligência, abandono, violência psicológica, violência patrimonial e maus-tratos.

Os números evidenciam a dimensão de um desafio que tende a crescer nos próximos anos. À medida que a população brasileira envelhece, torna-se cada vez mais necessário fortalecer políticas públicas, redes de apoio e iniciativas de proteção que garantam qualidade de vida, autonomia e participação social às pessoas idosas. Viver mais é uma conquista coletiva, mas assegurar que esse envelhecimento aconteça com dignidade é uma responsabilidade compartilhada. Nesse contexto, a violência contra a pessoa idosa deve ser compreendida não apenas como um problema individual ou familiar, mas como uma questão de direitos humanos e cidadania.

A violência nem sempre é visível

Nem toda violência contra a pessoa idosa deixa marcas visíveis. O isolamento social, a invisibilização, a falta de escuta e o desrespeito às suas escolhas são formas de violência que muitas vezes passam despercebidas, mas afetam profundamente a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida. Quando alguém é tratado como incapaz apenas por envelhecer, seus direitos e sua dignidade também são colocados em risco.

De acordo com a cartilha Violência contra a pessoa idosa: vamos falar sobre isso, desenvolvida pelo Governo Federal, as violências contra a pessoa idosa podem ser visíveis ou invisíveis. Enquanto as primeiras resultam em lesões físicas ou morte, as segundas se manifestam por meio de situações que provocam sofrimento, medo, insegurança e isolamento, muitas vezes sem chegar aos sistemas de denúncia e proteção.

A publicação destaca ainda que a violência pode assumir diferentes formas e ocorrer em diversos contextos. Entre as principais estão a violência física, psicológica, a negligência, a violência institucional, o abuso financeiro, a violência patrimonial, a violência sexual e a discriminação. Embora se manifestem de maneiras distintas, todas representam violações de direitos e comprometem a dignidade, a segurança e o bem-estar das pessoas idosas.

A esse cenário somam-se os desafios do ambiente digital. Golpes financeiros, fraudes eletrônicas, desinformação e manipulação online afetam cada vez mais pessoas idosas. Os impactos dessas situações vão além das perdas financeiras e podem gerar medo, insegurança e afastamento da vida digital. Por isso, iniciativas de educação digital e midiática têm ganhado destaque nas ações de proteção e promoção de direitos, contribuindo para ampliar a autonomia, a segurança e a participação dessa população em uma sociedade cada vez mais conectada.

Cultura de valorização e respeito

O enfrentamento da violência contra a pessoa idosa passa pela construção de uma cultura de respeito e valorização do envelhecimento. Segundo orientações da cartilha mencionada acima, é fundamental reconhecer o envelhecimento como uma etapa natural da vida, combater atitudes discriminatórias e rejeitar práticas que desrespeitem ou infantilizem as pessoas idosas. A prevenção também envolve estar atento a sinais de violência ou sofrimento, promover o respeito entre as gerações e denunciar situações de violação de direitos.

Em 2003, foi instituído o Estatuto da Pessoa Idosa, ampliando a proteção dos direitos relacionados à saúde, assistência social, transporte, cultura, lazer e acesso à justiça. Políticas públicas como essa são fundamentais para garantir o envelhecimento com dignidade, respeito e segurança. Elas contribuem para a prevenção de situações de violência, negligência e exclusão social, além de promoverem o acesso a serviços essenciais e oportunidades de participação comunitária.

E, hoje, já existem serviços específicos direcionados ao atendimento de pessoas com 60 anos ou mais. O Centro Dia para Idosos é voltado prioritariamente a beneficiários do BPC-LOAS e inscritas no CadÚnico, com dependência física e/ou cognitiva leve a moderada. O serviço tem como objetivo prevenir a institucionalização, o isolamento social e as violações de direitos, promovendo proteção social, autonomia, convivência comunitária e qualidade de vida.

O trabalho da ASA: cuidado, autonomia e proteção

Desde 2016, ASA administra o CDI Lar Santo Alberto e desenvolve uma programação diversificada de atividades físicas, cognitivas, culturais, educativas e de convivência. Caminhadas orientadas, danças, jogos de memória, rodas de conversa, oficinas sobre direitos e prevenção de violências, atividades culturais e encontros com familiares integram uma rotina voltada ao fortalecimento de vínculos, à inclusão social e à valorização das trajetórias de vida das pessoas atendidas.

Entre as iniciativas de destaque estão as oficinas de informática, realizadas duas vezes por semana. Elas promovem a inclusão digital, estimulam habilidades cognitivas, a sociabilidade e a autonomia, além de ampliar o acesso à informação, aos serviços e às relações sociais, contribuindo para a participação cidadã e o bem-estar das pessoas idosas. E estão alinhadas ao Estatuto da Pessoa Idosa, que prevê a criação de oportunidades de acesso à educação por meio de metodologias e conteúdos adequados às especificidades desse público.

Mais do que oferecer atendimento, a unidade da ASA  constrói uma rede de cuidado que envolve familiares, cuidadores, profissionais e a comunidade. Reuniões com famílias, visitas domiciliares e articulação com a rede socioassistencial ampliam a proteção e o apoio às pessoas idosas, reconhecendo que o cuidado é uma responsabilidade compartilhada e fundamental para a promoção do bem-estar.

Os resultados desse trabalho são percebidos por todos. Muitos atendidos relatam melhorias na autoestima, no bem-estar emocional, na socialização e na capacidade de realizar atividades de forma mais autônoma. “Aprendi com as oficinas de informática a fazer tudo sozinho e pude descobrir um mundo diferente”, relata Walter Rodrigues, de 69 anos. Para a Benedita Cavanha, de 86 anos, “as atividades realizadas no Centro Dia são muito importantes para mim e totalmente diferentes de tudo aquilo que já aprendi”. Familiares também destacam os impactos positivos do serviço na qualidade de vida de seus entes queridos, ressaltando o acolhimento, a dedicação da equipe e as oportunidades de aprendizado, convivência e resgate de memórias .

Como destaca Sandra Leme da Costa, gerente do CDI Lar Santo Alberto, o trabalho desenvolvido pela ASA vai muito além da prestação de um serviço: “Trata-se de uma verdadeira transformação de vidas, promovendo acolhimento, pertencimento, autonomia e dignidade às pessoas idosas. Cada atividade representa uma oportunidade de resgatar sonhos, fortalecer a autoestima, estimular capacidades e valorizar histórias construídas ao longo de uma vida inteira”. Dessa forma, o CDI reafirma seu compromisso de transformar o envelhecimento em uma experiência mais digna, ativa, participativa e feliz.

Envelhecer com dignidade é um compromisso coletivo

O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa nos lembra da importância de combater todas as formas de violência. Mas, de acordo com Sandra, a data nos convida a dar um passo além: construir uma cultura do cuidado, baseada no respeito, na escuta e na valorização das pessoas idosas. “Isso significa reconhecer o envelhecimento como uma etapa da vida marcada por direitos, oportunidades e contribuições; promover ambientes acolhedores, acessíveis e inclusivos; e entender que a proteção das pessoas idosas é uma responsabilidade compartilhada entre famílias, comunidade, poder público e organizações da sociedade civil”, afirma.

Ao fortalecer vínculos, incentivar a participação social e reconhecer o protagonismo das pessoas idosas, contribuímos para uma sociedade mais justa e solidária para todas as gerações. Construir uma cultura do cuidado exige atenção cotidiana, compromisso coletivo e ações concretas que promovam respeito, inclusão e garantia de direitos.

18 de Maio – Proteger é dever de todos

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 18/maio/2026 - Sem Comentários

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, reforçamos a importância da escuta, da proteção e do compromisso coletivo com a garantia de direitos.

O dia 18 de maio marca uma das datas mais importantes do calendário de proteção à infância no Brasil. Instituído pela Lei Federal nº 9.970/00, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes convida toda a sociedade a refletir, agir e se comprometer com a garantia de direitos de meninas e meninos.

A data foi escolhida em memória de Araceli, uma criança de apenas oito anos, vítima de um crime brutal ocorrido em 1973. Seu caso, que permanece impune, tornou-se símbolo da luta contra a violência sexual infantojuvenil no país e reforça a urgência de romper o silêncio e enfrentar essa realidade.

No Brasil, a violência sexual contra crianças e adolescentes ainda é um problema grave e, muitas vezes, invisível. Em grande parte dos casos, o abuso ocorre dentro do próprio ambiente familiar ou em contextos de confiança, o que torna a identificação e a denúncia ainda mais desafiadoras. Por isso, a informação e a sensibilização da sociedade são fundamentais para proteger quem mais precisa.

Campanha Faça Bonito: mobilização e conscientização

A Campanha Faça Bonito, também conhecida como Maio Laranja, é uma mobilização nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no país. Representada por uma flor amarela, ela simboliza a necessidade de cuidado, atenção e proteção desse público e é também um convite à ação: escutar, acolher, orientar e, sempre que necessário, denunciar.

Na Associação Santo Agostinho (ASA), o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes se traduz em práticas cotidianas. Projetos socioeducativos, formações com equipes, trabalho com famílias e articulação com a rede de proteção fazem parte de uma atuação contínua voltada à prevenção de violências e ao fortalecimento de vínculos.

Nesse contexto, o Maio Laranja se configura não como uma ação pontual, mas como um período de intensificação e de maior visibilidade das práticas já desenvolvidas. Neste período são realizadas diversas ações de mobilização, fortalecendo o acesso à informação e o protagonismo de crianças e adolescentes.

Calendário de atividades 2026

Ao longo do mês de maio, os CCAs e o CCInter da ASA irão desenvolver atividades de sensibilização sobre proteção de crianças e adolescentes, combinando rodas de conversa, recursos lúdicos (como vídeos, histórias e dinâmicas) e produção de materiais, como cartazes e mensagens de conscientização. A dinâmica do “Semáforo do Toque” será trabalhada em diferentes unidades, contribuindo para que crianças e adolescentes compreendam limites corporais, reconheçam situações de risco e identifiquem formas de proteção, incluindo a busca por adultos de confiança.

O CCA São José realizará oficinas semanais que culminam em uma ação intersetorial na Biblioteca Pedro Nava, com exposição dos materiais e participação dos adolescentes em encontro com outros serviços da Rede. Já o CCA Pássaros organizou suas atividades em semanas temáticas, incluindo o uso de conteúdos como a série “Que corpo é esse?” e o livro Pipo e Fifi – Ensinando proteção contra violência sexual de Caroline Arcari.

No CCInter – Projeto Viver, as atividades se concentram em uma semana intensiva, com caminhada de conscientização em parceria com o CCA Primavera. Por fim, o CCA Santa Mônica articula reflexão e ação no espaço público, com produção e distribuição de marca-páginas e abordagem à comunidade, incluindo orientação sobre canais de denúncia como o Disque 100.

De forma transversal, as ações envolvem também as famílias, por meio da sensibilização e incentivo ao diálogo no ambiente doméstico, ampliando a rede de proteção. No território, a mobilização ocorre por meio de ações intersetoriais que articulam assistência social, educação, saúde e cultura, reforçando a importância da atuação integrada na garantia de direitos.

“Proteger a infância é um dever coletivo. Cada pessoa — na família, na escola, na comunidade ou nas instituições — tem um papel essencial na construção de um ambiente seguro e acolhedor para crianças e adolescentes”, destaca Priscila Matos de Nascimento Bellarmino, Coordenadora Geral dos CCAs da ASA.

Como fazer uma denúncia

Diante de suspeitas ou confirmação de violência, é fundamental acionar os canais oficiais de proteção. O Disque 100 é um serviço gratuito e anônimo para o registro de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência sexual contra crianças e adolescentes. No contexto do 18 de maio, reforça-se a importância da atuação responsável: proteger, escutar e agir.

Para saber mais: https://www.facabonito.org/

Novo Plano Nacional de Educação é sancionado

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 24/abr/2026 - Sem Comentários

Perspectivas para ampliar acesso, qualidade e equidade na educação infantil brasileira para os próximos dez anos

A Presidência da República sancionou, em 14 de abril, o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que orientará as políticas educacionais no país até 2036. O plano estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias que organizam a atuação coordenada da União, dos estados e dos municípios na garantia do direito à educação, com impacto direto na ampliação do acesso, na melhoria da qualidade do ensino e no aumento dos investimentos públicos.

O Plano Nacional de Educação (PNE)

Elaborado pelo Ministério da Educação, com contribuições de grupo de trabalho, sociedade civil, Congresso Nacional, estados, municípios e conselhos de educação, o texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 e pelo Senado em março de 2026. O documento reúne 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias, abrangendo da educação infantil à pós-graduação.

Um dos destaques é a incorporação da equidade como princípio estruturante. O PNE considera que a melhoria de médias nacionais não é suficiente e propõe estratégias que priorizam territórios e populações historicamente vulnerabilizadas, com foco na redução das desigualdades regionais, socioeconômicas e raciais.

O novo plano avança ainda ao prever mecanismos mais estruturados de monitoramento, transparência e governança, com incentivo à elaboração de planos de ação e maior integração entre planejamento e orçamento. Nesse contexto, o financiamento da educação permanece central, exigindo recursos adequados e contínuos para sustentar a expansão com equidade e qualidade.

Acesso à Educação Infantil

Reconhecida como etapa fundamental para o desenvolvimento integral das crianças e para a promoção da equidade, a educação infantil é contemplada no plano em dois objetivos — ampliar a oferta de matrículas em creches e universalizar a pré-escola, além de garantir a qualidade da oferta — cinco metas e 37 estratégias.

Entre as metas de ampliação do acesso, estão o atendimento de 100% da demanda identificada por creche e, em nível nacional, atingir, no mínimo, 60% das crianças de até três anos ao final da vigência do PNE. Nesse âmbito, o plano também estabelece a redução, a no máximo dez pontos percentuais, da desigualdade de acesso à creche entre crianças dos quintis de renda mais alto e mais baixo, além da universalização do acesso à pré-escola para todas as crianças de quatro a cinco anos até o segundo ano de vigência.

Para viabilizar essas metas, o plano prevê apoio técnico e financeiro, em regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios, para implementar políticas de levantamento de demanda por creche e de busca ativa na educação infantil. Essas ações, coordenadas pelas Secretarias de Educação em articulação com outras áreas, informam as famílias sobre o direito à matrícula e buscam ampliar o acesso, reduzindo evasão e abandono.

“A busca ativa é uma estratégia fundamental para a garantia do direito à educação. Nos seis Centros de Educação Infantil (CEIs) geridos pela ASA, ela é realizada de forma assídua, contínua e estruturada pela nossa equipe”,  explica Maria Eugênia Franco, Coordenadora Geral dos Centros de Educação Infantil – CEI’s ASA. Segundo ela, a iniciativa tem contribuído significativamente para a redução das faltas injustificadas, além de fortalecer o vínculo com as famílias e a permanência das crianças na escola.

Qualidade no atendimento

No âmbito da qualidade, o PNE estabelece como objetivo garantir a qualidade da oferta de educação infantil. Como meta, prevê que toda a oferta de creche e de pré-escola alcance padrões nacionais, considerando, no mínimo, infraestrutura, profissionais, gestão, recursos pedagógicos, acessibilidade e práticas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com intencionalidade educativa e foco no desenvolvimento integral. Entre as estratégias previstas, destacam-se o incentivo a práticas de leitura dialogada, o fortalecimento da relação entre escola e família e a promoção de políticas de formação inicial e continuada dos profissionais da educação infantil.

Os Centros de Educação Infantil (CEIs) da ASA já atuam em consonância com essas diretrizes. O plano pedagógico das unidades segue o Currículo da Cidade, a BNCC e as normativas municipais, oferecendo educação gratuita e de qualidade para mais de 1 mil  crianças de 0 a 5 anos em período integral, com foco no desenvolvimento integral. “Nosso compromisso é garantir não apenas o acesso, mas uma educação infantil de qualidade, que respeite as especificidades da primeira infância e promova o desenvolvimento integral de nossos atendidos”, destaca Maria Eugênia.

Em linha com as estratégias do PNE, a ASA implementa iniciativas que fortalecem tanto as práticas pedagógicas quanto o vínculo com as famílias. O projeto Sacola Viajante, por exemplo, promove a leitura dialogada no ambiente familiar, estimulando o desenvolvimento da linguagem e aproximando escola e comunidade. Já ações como o Dia da Família na Escola e os encontros semestrais ampliam a participação das famílias e reforçam a corresponsabilidade educativa. “Em aderência à diretriz de formação de profissionais prevista no PNE, as equipes técnicas e pedagógicas participam de formações continuadas, contribuindo para a qualificação permanente do atendimento e para a melhoria da qualidade da oferta educacional”, afirma a Coordenadora Geral dos CEI’s ASA.

Um compromisso coletivo com a primeira infância

O novo PNE para a próxima década estabelece metas ambiciosas para a educação infantil, etapa central na redução das desigualdades no Brasil. Universalizar o acesso com qualidade, no entanto, demanda articulação entre diferentes atores, com cooperação entre União, estados e municípios e integração com políticas sociais. Nesse contexto, organizações sociais como a ASA se colocam como parceiras estratégicas, contribuindo com conhecimento do território e capacidade de implementação.

“O investimento na primeira infância é uma estratégia relevante para a quebra do ciclo da pobreza. O acesso à creche de qualidade gera um impacto duplo e imediato: promove o desenvolvimento cognitivo das crianças — um investimento no futuro — e amplia a renda das famílias, especialmente das mulheres, no presente. Trata-se de uma agenda que combina equidade, desenvolvimento social e geração de oportunidades”, destaca Melissa Porto Pimentel, Superintendente Executiva da ASA.

O avanço dessas metas dependerá da capacidade de transformar diretrizes em ações concretas nos territórios, com monitoramento, financiamento adequado e continuidade das políticas públicas. Fortalecer iniciativas que já demonstram resultados será essencial para garantir escala e consistência na implementação. Mais do que um plano, o PNE se consolida como um compromisso coletivo com o presente e o futuro das crianças brasileiras.

A educação protege crianças e adolescentes

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 25/mar/2026 - Sem Comentários

Conheça as ações da ASA que apoiam trajetórias seguras desde a infância

O mês de março é um convite à reflexão sobre os direitos das mulheres, a igualdade de gênero e o enfrentamento da violência, fomentado pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 – um marco dessa mobilização. No entanto, essa reflexão é atravessada por uma dura e persistente realidade: a violência de gênero continua a marcar o cotidiano e aparece com frequência no noticiário, evidenciando desigualdades estruturais e situações de abuso que atingem mulheres e meninas em diferentes contextos.

Diante desse cenário, silenciar a luta ou impedir o debate não protege — ao contrário, favorece a continuidade dessas violências. Enfrentar esse problema exige ação coletiva e estratégias consistentes de prevenção, nas quais a educação tem forte contribuição para a formação de comportamentos, papéis e expectativas sociais.

Mais do que reconhecer o problema, é preciso agir. A discussão sobre gênero, respeito e diversidade nas escolas e em outros espaços socioeducativos e de proteção social é fundamental para desconstruir estereótipos, prevenir violências e promover relações mais igualitárias. Falar sobre o corpo com crianças pode parecer delicado, mas é parte essencial para um desenvolvimento saudável. Quando essas conversas acontecem de forma clara, respeitosa e adequada à idade, fortalecem a autoestima, a autonomia e a capacidade de reconhecer limites — próprios e dos outros.

Educação, escuta e proteção no cotidiano

É nesse contexto que no CCA Gaetano e Carmela crianças participaram, em março, de uma atividade de contorno do corpo humano. De forma lúdica e participativa, aprenderam a nomear corretamente as partes do corpo, refletir sobre a importância de respeitar os próprios limites e conversar sobre situações que podem gerar desconforto.

“A atividade abriu espaço para perguntas, trocas de experiências e aprendizados importantes. Ao compreender melhor o próprio corpo e reconhecer que todos têm direito ao respeito e ao cuidado, as crianças desenvolvem maior consciência corporal e confiança para expressar sentimentos e buscar ajuda quando necessário”, explica Priscila Matos de Nascimento Bellarmino, Coordenadora Geral dos CCAs da ASA. Segundo ela, a iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à proteção e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, entre as quais se destaca o projeto Previna-se, que promove atividades de educação sexual, saúde, cidadania e direitos.

Projeto da ASA promove proteção a crianças e adolescentes

Em sua quarta edição, o projeto Previna-se tem como foco ampliar o conhecimento sobre o corpo, prevenir violências e fortalecer os direitos de crianças e adolescentes. O projeto realiza ações socioeducativas integradas, promove escuta qualificada e mantém articulação permanente com as famílias e com a rede de proteção. Atualmente, atende 690 beneficiários diretos de todos os CCAs administrados pela ASA e conta com apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo (Condeca/SP) e parceria das empresas Mattos Filho, MedSênior, Raia Drogasil e Track&Field.

“Por meio de oficinas socioeducativas e atividades participativas, o projeto promove espaços de diálogo e aprendizagem sobre temas fundamentais do processo de desenvolvimento. Como as transformações do corpo, os aspectos emocionais da infância e da adolescência, o autocuidado, o respeito nas relações e o acesso a informações qualificadas. As ações buscam fortalecer a autonomia, ampliar o conhecimento sobre direitos e contribuir para que crianças e adolescentes desenvolvam recursos para fazer escolhas mais conscientes e seguras em suas trajetórias de vida.”, afirma Renata Cirilo – responsável pela coordenação do projeto.

Além das atividades com crianças e adolescentes, o Previna-se também oferece suporte às equipes dos CCAs e promove o diálogo com as famílias, ampliando a circulação de informações e fortalecendo o convívio familiar como estratégia de prevenção de violências. O projeto inclui ainda encontros formativos, orientação às equipes técnicas e articulação contínua com o Sistema de Garantia de Direitos e com a rede local de proteção. Também são realizados acolhimentos individuais e acompanhamentos de situações que exigem atenção especial, com encaminhamentos e monitoramento de casos críticos em parceria com serviços públicos e outras instituições da rede.

Espaços seguros para prevenir a violência

Segundo a UNESCO, a violência baseada em gênero nas escolas (VBGE) atinge milhões de crianças, famílias e comunidades em todo o mundo. Caracteriza-se por atos ou ameaças de violência sexual, física ou psicológica dentro ou no entorno das escolas, motivados por normas e estereótipos de gênero e por relações desiguais de poder, ocorrendo em diferentes contextos culturais, geográficos e econômicos.

Em sua publicação Orientações Internacionais para o enfrentamento da violência baseada em gênero nas escolas, o órgão destaca que a educação é um importante veículo para a transformação de comportamentos individuais e de normas sociais mais amplas relacionadas à violência, à igualdade e à discriminação de gênero.

Nesse sentido, a prevenção deve orientar todas as ações, desde o desenvolvimento de políticas públicas até o trabalho com famílias. No dia a dia, em espaços seguros e acolhedores, intervenções extracurriculares podem funcionar como portas de entrada para o enfrentamento das violências, ao fortalecer habilidades fundamentais para a vida de crianças e adolescentes, como autoconhecimento, comunicação, respeito aos limites e resolução de conflitos.

Na ASA, o Previna-se tem essa relevância e é um exemplo de prática concreta de ações socioeducativas desenvolvidas com crianças e adolescentes. A instituição busca criar espaços seguros para conversar, aprender e compartilhar experiências com foco no fortalecimento de vínculos, respeito e responsabilidade nas relações.

“A mobilização em torno do mês de março reforça a urgência de enfrentar a violência e criar ambientes seguros para mulheres, crianças e adolescentes. Nossa premissa é a formação de cidadãos mais conscientes como prevenção. Afinal, a luta pelos direitos das mulheres está profundamente ligada à proteção de crianças e adolescentes. Educar para o respeito, falar sobre o corpo de forma adequada e fortalecer a autonomia desde cedo são passos essenciais para a construção de formas de masculinidade que não estejam associadas à violência, dominação ou machismo”, destaca Priscila.

No mês do Dia Internacional da Mulher, olhar para essas ações também é reconhecer que uma sociedade mais justa começa a se formar desde cedo. Investir em informação, cuidado e respeito na infância é fortalecer as bases para relações mais saudáveis e para um futuro com mais igualdade, segurança e dignidade para todos.

Assista aqui nosso minidocumentário sobre o projeto Previna-se.

Justiça social se constrói todos os dias

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 20/fev/2026 - Sem Comentários

Compromisso contínuo com a equidade, o enfrentamento das desigualdades e a promoção de direitos nos territórios

Celebrado em 20 de fevereiro, o Dia Mundial da Justiça Social, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), destaca a importância da equidade, redução das desigualdades e garantia de direitos como fundamentos do desenvolvimento social sustentável. Para se concretizar, a justiça social exige ações contínuas e articuladas nos territórios, com a garantia de acesso a políticas públicas, serviços socioassistenciais e oportunidades de desenvolvimento, especialmente em contextos marcados por desigualdades estruturais.

Nesse cenário, a atuação das organizações da sociedade civil é fundamental para ampliar a proteção social, fortalecer direitos e contribuir para a construção de trajetórias mais dignas e equitativas.

A justiça social na atuação da ASA

A Associação Santo Agostinho (ASA) atua de forma permanente na promoção da justiça social por meio de ações socioassistenciais e educativas voltadas a crianças, adolescentes, pessoas idosas e suas famílias. Seu trabalho contribui para a garantia de direitos, o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e a valorização da diversidade.

Atualmente, são atendidas na cidade de São Paulo mais de 2 mil pessoas por ano, em situação de vulnerabilidade social, em seis Centros de Educação Infantil (CEIs), cinco Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), um Centro Dia para Idosos (CDI) e um Centro de Convivência Intergeracional (CCInter), com atuação articulada ao poder público e a parceiros institucionais.

Como destaca Melissa Pimentel, Superintendente Executiva da instituição, “a ASA compreende a justiça social como a garantia de direitos por meio de ações continuadas, articuladas às políticas públicas e comprometidas com a dignidade, a equidade e o fortalecimento dos vínculos comunitários”.

No âmbito dos serviços prestados, a justiça social se expressa na qualificação dos atendimentos, na criação de espaços seguros e inclusivos e no desenvolvimento de ações que promovem autonomia, participação social e desenvolvimento integral.

Ao longo de mais de oito décadas de atuação, a ASA reafirma seu compromisso com práticas consistentes e territorializadas, reconhecendo que a redução das desigualdades sociais exige presença contínua, trabalho em rede e responsabilidade coletiva.

Antirracismo como eixo da justiça social

Esse compromisso também se materializa em iniciativas específicas desenvolvidas nos territórios. Em 2025, a ASA recebeu em seus Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), o projeto Usina de Valores, idealizado e executado pelo Instituto Vladimir Herzog. A iniciativa teve como objetivo mobilizar a participação política popular nos territórios de atuação da instituição, com foco na educação em direitos humanos, na valorização da democracia, no respeito à diversidade e no enfrentamento de diferentes formas de discriminação utilizando metodologias participativas e processos formativos junto a crianças e adolescentes.

A proposta dialoga diretamente com o entendimento de que o racismo é um dos principais obstáculos à concretização da justiça social. Enquanto a justiça social busca equidade, igualdade de oportunidades e acesso a direitos, o racismo opera na lógica oposta, criando hierarquias e estruturas que marginalizam determinados grupos, especialmente pessoas negras e indígenas. Nesse sentido, a promoção da justiça social exige o combate ativo ao racismo, por meio de práticas e ações antirracistas.

Ao longo das atividades, os participantes foram estimulados ao diálogo, à reflexão crítica e à construção coletiva de conhecimentos, fortalecendo valores como convivência democrática, empatia e cidadania. “As crianças e os adolescentes mapearam os territórios onde vivem e circulam e identificaram que o racismo cria barreiras que limitam o acesso pleno e a participação ativa, tornando muitos espaço inseguros devido à discriminação racial e à violência e elaboraram frases antirracistas que expressam suas reflexões”, conta Ruth Costa, Orientadora Socioeducativa da ASA e responsável pelo acompanhamentos do projeto nos CCAs.

Como resultado desse percurso formativo, foi elaborado, de forma colaborativa, o Manual Antirracista – Saberes e fazeres para uma vida digna na cidade , que sistematiza aprendizados e reflexões sobre o enfrentamento do racismo no cotidiano. “O manual foi uma proposta de ferramenta inicial de enfrentamento ao racismo e fortalecimento do direito de todas as pessoas à cidade, e serviu como material de estudo e aprofundamento para todas as 690 crianças e adolescentes atendidos pelos CCAs. Além da produção desse material, eles fizeram intervenções no espaço urbano, que envolveram caminhadas e distribuição da Manual”, explica Ruth. De acordo com ela, a experiência reafirma o papel dos CCAs como locais estratégicos para a garantia de direitos e para a promoção da justiça social.

Engajamento coletivo e compromisso contínuo

A compreensão adotada pela ASA dialoga com estudos que definem a justiça social como um conceito dinâmico, que envolve a garantia de direitos, a valorização das diferenças e a participação efetiva das pessoas na vida social e política. Essa abordagem considera três dimensões centrais:

  • Redistribuição, relacionada à distribuição equitativa de bens, recursos e oportunidades;
  • Reconhecimento, voltada à valorização das identidades e ao enfrentamento das discriminações;
  • Representação, associada à participação democrática e à inclusão de diferentes vozes nos processos de decisão.

Sob essa perspectiva, a justiça social se afirma como um projeto coletivo e contínuo, que exige ações articuladas e compromisso institucional para a promoção da equidade, da dignidade e da solidariedade. O Dia Mundial da Justiça Social reforça, assim, a importância do engajamento coletivo na construção de uma sociedade mais justa.

A Associação Santo Agostinho – ASA convida a sociedade a conhecer seu trabalho e a apoiar iniciativas voltadas à promoção da dignidade, da equidade e da garantia de direitos. É possível apoiar a ASA  de diversas formas: por meio do Programa de Voluntariado – ASA Move, de doações financeiras, da doação de materiais, da destinação do Imposto de Renda a projetos aprovados, da doação automática de Nota Fiscal Paulista, da participação em eventos e da divulgação do nosso trabalho. Com o seu apoio, é possível fortalecer iniciativas que promovem a justiça social nos territórios e ampliam oportunidades para quem mais precisa.

Educação começa na primeira infância

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 23/jan/2026 - Sem Comentários

No Dia Internacional da Educação, a ASA celebra a trajetória da Educação Infantil — da assistência ao reconhecimento como educação essencial para o desenvolvimento humano.

Celebrado em 24 de janeiro, o Dia Internacional da Educação é um convite global à reflexão sobre o papel da educação na promoção de direitos, na redução das desigualdades e na construção de sociedades mais justas e sustentáveis. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um momento para reconhecer avanços, reafirmar compromissos e fortalecer políticas públicas que garantam o acesso à educação de qualidade para todas as pessoas, desde os primeiros anos de vida.

No Brasil, essa reflexão passa, necessariamente, pela Educação Infantil — etapa que, ao longo da história, deixou de ser compreendida apenas como um serviço assistencial para se consolidar como um direito da criança. A Associação Santo Agostinho (ASA) acompanha e integra esse processo de transformação há mais de 80 anos, com atuação contínua junto a crianças, famílias e comunidades.

As origens das creches e a trajetória da ASA

Durante grande parte do século XX, o surgimento das creches no Brasil esteve diretamente ligado às transformações sociais e econômicas, especialmente à crescente inserção das mulheres no mercado de trabalho. Nesse contexto, o atendimento às crianças pequenas tinha como principal objetivo oferecer cuidado, proteção e alimentação, garantindo que as mães pudessem trabalhar.

As creches eram vistas, majoritariamente, como espaços de assistência social, voltados à guarda das crianças, e não como ambientes educativos estruturados. A dimensão pedagógica ainda não era reconhecida como elemento central do desenvolvimento infantil. Foi nesse contexto que se iniciou a atuação da ASA na primeira infância.

A história da Associação Santo Agostinho se entrelaça com a própria evolução da Educação Infantil no Brasil. Em maio de 1951, por meio de uma alteração em seu estatuto, a ASA passou a atuar formalmente como uma entidade assistencial e criou a  Creche Lar Infantil, a sua primeira unidade instalada em um casarão alugado na Rua Augusta, na cidade de São Paulo.

A iniciativa surgiu da necessidade concreta de apoiar mulheres trabalhadoras, oferecendo um espaço seguro para as crianças pequenas durante a jornada de trabalho. Desde o início, a ASA assumiu um papel relevante na resposta às demandas sociais do seu tempo, com foco na proteção da infância.

Em 1962, a ASA recebeu o título de Utilidade Pública — um marco importante de reconhecimento institucional — e celebrou seu primeiro convênio com a Prefeitura de São Paulo, ampliando sua atuação em parceria com o poder público. Esse movimento fortaleceu o atendimento oferecido e contribuiu para a consolidação das creches como equipamentos essenciais da política social urbana.

Da lógica do cuidado à educação como direito

As primeiras creches surgiram em São Paulo no início do século XX com uma função predominantemente assistencial. Criada em 1913, a Creche Baronesa de Limeira tinha como objetivo garantir o cuidado básico de crianças enquanto suas mães trabalhavam nas fábricas. Somente em 1969 foi inaugurada a primeira creche municipal, vinculada ao poder público.

A partir dos anos 1970, o debate sobre as creches ganhou novos contornos. Além da ampliação de vagas, passou a incorporar a defesa da qualidade pedagógica. Entre 1978 e 1982, o Movimento de Luta por Creches, protagonizado por famílias trabalhadoras, foi fundamental para afirmar as creches como espaços educativos.

Nas décadas seguintes, pesquisas e mudanças nas políticas públicas reforçaram a importância da primeira infância para o desenvolvimento humano. Esse entendimento se consolidou com a Constituição Federal de 1988 e foi aprofundado pela LDB/1996, que reconheceu a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, organizada em creches e pré-escolas, sendo esta última obrigatória.

Documentos mais recentes, como a BNCC e o Plano Nacional de Educação, reafirmaram a criança como sujeito de direitos e estabeleceram metas para ampliar o acesso. Ainda assim, os dados mostram desafios persistentes: em 2024, a cobertura da pré-escola chegou a 94,6%, e o atendimento em creches permaneceu abaixo de 40%.

Em resposta a esse cenário, o MEC lançou, em 2025, o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil (Conaquei), com ações de apoio técnico e financeiro para fortalecer a expansão do acesso, a qualidade e a equidade na Educação Infantil em todo o país.

Da assistência à educação: uma mudança de paradigma

Segundo Maria Eugênia Franco, pedagoga e Coordenadora Geral dos Centros de Educação Infantil da ASA, todo esse percurso histórico representou uma mudança estrutural. “A creche passou a ser reconhecida como um espaço de aprendizagem, convivência, brincadeira e desenvolvimento integral, no qual educar e cuidar são dimensões indissociáveis”, afirma.

Ela ressalta ainda que diversos estudos apontam que investir na primeira infância é uma das estratégias mais eficazes para reduzir desigualdades educacionais, promover equidade e garantir melhores oportunidades ao longo da vida.

“A Educação Infantil de qualidade impacta diretamente o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e cultural das crianças. Experiências educativas significativas nessa etapa da vida contribuem para melhores resultados educacionais futuros, maior permanência na escola e melhores condições de inserção social”, completa Maria Eugênia. A oferta de Educação Infantil também é considerada por especialistas como um fator central para a promoção da equidade, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.

ASA e a Educação Infantil hoje

Ao longo das décadas, a ASA consolidou sua atuação na Educação Infantil, evoluindo de uma resposta assistencial para um trabalho educativo alinhado às diretrizes legais e pedagógicas que reconhecem as crianças como sujeitos de direitos.

Atualmente, atende mais de 860 bebês e crianças em seis Centros de Educação Infantil (CEIs) conveniados à Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, seguindo o Currículo da Cidade e a BNCC, e garantem educação gratuita e de qualidade, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta se concretiza em ambientes acolhedores, com rotinas que integram cuidado, desenvolvimento integral e alimentação balanceada, conforme as diretrizes da Coordenadoria de Alimentação Escolar (CODAE)/SME.

Em 2024, a ASA aprofundou a ressignificação de suas práticas pedagógicas, colocando o protagonismo infantil no centro do trabalho. Os projetos passaram a partir dos interesses das próprias crianças, fortalecendo a escuta, a investigação e a construção coletiva do conhecimento. “Em 2026, seguiremos investindo na formação das equipes e no fortalecimento do projeto pedagógico, reafirmando nosso compromisso com uma Educação Infantil de qualidade”, afirma Maria Eugênia.

Onde estamos e como vemos o futuro

Hoje, a sociedade reconhece a Educação Infantil como base essencial da formação humana, decisiva para o desenvolvimento cerebral, emocional e social das crianças. Ao mesmo tempo, os dados evidenciam que garantir esse direito com equidade ainda é um desafio urgente. Ao assegurar acesso a ambientes educativos acolhedores, intencionais e bem estruturados, é possível reduzir desigualdades que, muitas vezes, se instalam ainda nos primeiros anos de vida.

“A Educação Infantil é uma etapa estruturante para a construção de trajetórias mais equitativas. Investir na primeira infância é reafirmar o compromisso com a equidade educacional e com o desenvolvimento integral das crianças desde os primeiros anos. Essa compreensão orienta a nossa atuação e sustenta nosso compromisso histórico com a infância”, ressalta Melissa Porto Pimentel, Superintendente Executiva da ASA.

A ASA segue comprometida com políticas e práticas que valorizam não apenas o cuidado, mas a dimensão educativa das interações, o fortalecimento das famílias e a construção de experiências significativas desde a primeira infância. Reconhecer a trajetória — da assistência ao reconhecimento da creche como espaço educativo — é reafirmar valores fundamentais: respeito à infância, cuidado com as relações e compromisso com o desenvolvimento integral de cada criança.

Neste Dia Internacional da Educação, a ASA celebra sua história e reafirma sua missão de transformar ao educar e cuidar de crianças, oferecendo oportunidades de desenvolvimento pessoal com respeito e dignidade.

Conheça as formas de apoiar a ASA e investir na educação!

ASA Notícias – Edição Dezembro 2025

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 06/jan/2026 - Sem Comentários

Nova edição do ASA Notícias reúne reflexões, conquistas e ações que marcaram 2025

Já está disponível a nova edição do ASA Notícias – Dezembro de 2025, revista digital que reúne os principais acontecimentos, projetos e reflexões que marcaram o segundo semestre do ano na ASA.

Entre os destaques da edição está a reportagem especial “Infâncias conectadas: como proteger e cuidar no mundo digital”, que aprofunda os debates do 4º Seminário de Boas Práticas realizado pela instituição e aborda os desafios da hiperconectividade na infância e adolescência, além das implicações do novo ECA Digital para a proteção integral de crianças e adolescentes.

O boletim também apresenta importantes conquistas institucionais, como a renovação dos Selos de Transparência Doar A+ e Igualdade Racial, a realização do Workshop de Planejamento 2026, ações de voluntariado corporativo, projetos incentivados em andamento — como o Previna-se e CEIs ASA – Família e Comunidade — e a presença do ASA Brechó na mídia, com reportagens em veículos de alcance nacional.

A edição traz ainda registros de eventos, formações internas, vivências culturais, parcerias e campanhas que reforçam o compromisso da ASA com equidade, cuidado, transparência e impacto social sustentável.

A edição completa do ASA Notícias está disponível para leitura e download no site da ASA.

👉 Acesse aqui a edição completa: ASA Notícias – Ed. Dezembro 2025

Nova política pública voltada à primeira infância

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 01/set/2025 - Sem Comentários

Política Nacional Integrada da Primeira Infância reforça a importância de garantir direitos às crianças como estratégia de combate à desigualdade

No mês da Primeira Infância (agosto), o presidente do Brasil assinou o decreto que institui a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI). A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Educação em parceria com estados e municípios, tem como objetivo assegurar a proteção, o desenvolvimento integral e o exercício de direitos na primeira infância.

Bebês e crianças no centro da agenda pública

A PNIPI busca integrar políticas públicas voltadas à primeira infância, abrangendo áreas como saúde, educação, assistência social, proteção, cultura, direitos humanos, justiça, habitação e igualdade racial.

Além do cuidado integral nos primeiros anos de vida, a política prevê o fortalecimento de ações intersetoriais que garantam o bem-estar das crianças e de suas famílias.

O Brasil possui mais de 18 milhões de bebês e crianças de 0 a 6 anos. Mais da metade delas, cerca de 55%, vivem em famílias de baixa renda, segundo estudo da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Ainda mais preocupante, aproximadamente 670 mil dessas crianças vivem em situação de pobreza extrema, com renda per capita de até R$ 218,00.

Organizações sociais como parceiras

Para garantir os direitos das crianças – principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade econômica e social – de acordo com a proposta da PNIPI, será fundamental o envolvimento do Estado, do Legislativo, do Judiciário, de órgãos de controle e da sociedade civil.

Sendo assim, organizações sociais desempenham papéis essenciais na execução da política pública, atuando diretamente na implementação de programas, na articulação com comunidades e famílias, e contribuindo com conhecimento local e experiência prática. Entre essas organizações, a ASA se destaca como um exemplo concreto.

A organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com mais de 80 anos, é conveniada com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação (SME) e administra seis CEIs (Centros de Educação Infantil), voltados ao atendimento de crianças de 0 a 4 anos.

PNIPI na prática

A nova política propõe uma articulação a partir da construção de um banco de dados unificado, que permitirá acompanhar marcos do desenvolvimento infantil e ocorrências relevantes, além de facilitar a comunicação com as famílias por meio de uma versão digital da Caderneta da Criança.

Melissa Pimentel, Superintendente Executiva, avalia a possível contribuição da ASA para a execução da nova política:

“No contexto da PNIPI, entendemos que a ASA poderá contribuir de forma significativa para sua execução. Nossa experiência acumulada no atendimento direto às crianças e famílias, aliada ao conhecimento das realidades locais, permite não apenas implementar práticas alinhadas às diretrizes da política, mas também servir como ponte entre as demandas da comunidade e as estratégias governamentais. Além disso, nossa credibilidade e capilaridade facilitam a articulação com outras instituições e redes, potencializando o impacto das ações e garantindo que o cuidado integral se concretize no dia a dia de nossos atendidos”.

Educação infantil de qualidade

Nos CEIs da ASA, a proposta pedagógica foca no desenvolvimento integral em um ambiente acolhedor e rico em estímulos. O tempo que a criança passa na unidade é preenchido por uma programação que valoriza o conhecimento e o cuidado de si, do outro e do meio ambiente, promovendo experiências que exploram a linguagem corporal e verbal, a natureza, a cultura e todas as linguagens artísticas, além dos momentos de refeições, higiene, sono e descanso.

Maria Eugênia Franco, Coordenadora Geral dos CEIs, reforça:

“Nosso compromisso social vai além de oferecer um trabalho educativo que assegure assistência, alimentação, saúde e segurança. Em 2024 ressignificamos nossas práticas pedagógicas colocando o protagonismo infantil no centro, e este ano seguimos focados na qualidade do atendimento e na consolidação do Projeto Pedagógico. ”

Compromisso com a primeira infância

Por meio do cuidado integral e da educação de qualidade, a ASA reafirma seu compromisso de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva. Toda criança deve ter a oportunidade de se desenvolver plenamente desde os primeiros anos de vida.

Conheça a ASA

ASA Notícias – Edição Junho 2025

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 01/ago/2025 - Sem Comentários

Uma edição renovada que celebra conquistas e reforça compromissos

 

A ASA lança a primeira edição de 2025 do ASA Notícias, agora com identidade visual renovada, reafirmando seu compromisso com uma comunicação clara, acolhedora e alinhada aos valores de credibilidade e transformação social. A nova edição traz um panorama das principais ações e resultados alcançados no primeiro semestre, além de iniciativas que fortalecem a missão da organização em transformar vidas por meio da educação, cuidado e promoção de direitos.

Impactos e resultados

O ASA Notícias destaca o lançamento do Relatório de Atividades de 2024, documento que reúne resultados quantitativos e qualitativos do trabalho desenvolvido. Entre os números alcançados, estão mais de 1.600 crianças, adolescentes e idosos atendidos, 1.480 famílias beneficiadas, 270 colaboradores engajados, além da aplicação de R$ 29 milhões em ações e projetos.

Nova sede

Um dos marcos deste semestre foi a mudança da sede da ASA Central e do ASA Brechó para um único endereço. O novo espaço oferece maior integração entre as áreas administrativas, ambientes dedicados a reuniões e planejamento, além de um ateliê para atividades manuais das voluntárias.

📍 Rua Fradique Coutinho, 352 – Pinheiros (próximo a Estação Fradique Coutinho)

⏰ Horário de funcionamento: 09h às 18h

Formação e fortalecimento de redes

Outro destaque é a continuidade de formações qualificadas para educadores da primeira infância, como o programa COLO e CUIDADO, realizado em parceria com o Instituto Maiana, que atende professores de crianças de 0 a 3 anos. A edição também traz uma reportagem especial sobre o papel da ASA na garantia de direitos, detalhando como a organização atua em articulação com escolas, serviços de saúde, assistência social e outras instituições para compor redes de proteção e cuidado para crianças e adolescentes.

Eventos e mobilização solidária

O primeiro semestre foi marcado por eventos importantes. O ASA FAIR® reuniu 45 expositores de moda, design, decoração e gastronomia em um encontro que uniu compras com propósito social e apoio a pequenos empreendedores, revertendo toda a renda para ações da ASA. A organização também participou de eventos estratégicos do setor, como o Festival ABCR.

Voluntariado e campanhas

A ASA segue mobilizando empresas e voluntários em diferentes frentes. No primeiro semestre, ações de voluntariado corporativo da Fundação Telefônica Vivo, WTW Brasil e NTT Data geraram melhorias em espaços, atividades culturais e entrega de kits escolares. Campanhas internas como Janeiro Branco, Semana da Infância, Abril Verde e Maio Laranja reforçaram a importância do cuidado com colaboradores e comunidades atendidas.

A edição completa do ASA Notícias está disponível para leitura e download no site da ASA.

👉 Acesse aqui a edição completa: ASA Notícias – junho 2025

Letramento racial como compromisso coletivo

Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 25/jul/2025 - Sem Comentários

ASA realiza 2º Encontro Integrativo – CEIs, CCAs, CDI e CCInter para seus colaboradores

 

No dia 4 de julho, foi realizada a segunda edição do Encontro Integrativo no CEI São Luis Gonzaga, reunindo mais de 250 profissionais dos Centros de Educação Infantil (CEIs), Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), Centro Dia para Idosos (CDI), Centro de Convivência Intergeracional (CCInter) e da unidade Central.

Com o tema letramento racial, o encontro convidou colaboradores a refletirem sobre práticas institucionais que, muitas vezes, reproduzem desigualdades de forma não intencional, propondo caminhos para a construção de ambientes mais equitativos, afetivos e seguros para todos.

Um espaço de troca e fortalecimento

Apesar de essenciais, encontros internos com essa estrutura e intencionalidade ainda são raros no terceiro setor. Para instituições que atuam com públicos historicamente vulnerabilizados, investir na formação contínua das equipes é uma estratégia fundamental de cuidado e qualificação do atendimento.

Na ASA, esta edição do Encontro Integrativo reafirmou o compromisso com a equidade racial e proporcionou um momento potente de integração entre os serviços oferecidos nas 14 unidades espalhadas por São Paulo.

Durante a abertura do evento, Melissa Pimentel, superintendente executiva da ASA, reforçou o espírito que guiou a iniciativa:

“Que possamos valorizar as ideias, os aprendizados e as trocas de experiências proporcionadas ao longo deste dia. A expectativa é que cada colaborador saia deste encontro fortalecido com conteúdo, acolhimento e interação. Que essa vivência inspire reflexões sobre nossas práticas cotidianas e contribua para que a ASA siga avançando em seu compromisso com a equidade e a excelência no atendimento.”

Racismo como questão histórica

O presidente do Conselho de Administração da ASA, Luis Álvaro Moreira Ferreira Filho, também reforçou a importância do tema:

“O racismo não é um tema que está relacionado a dinheiro ou religião, é um tema que vem da história da humanidade. Temos que fazer o dia de hoje ser melhor do que ontem, principalmente relacionado a esse tema.”

O racismo não é uma falha pontual de caráter, mas sim uma estrutura histórica, enraizada nas instituições e nas relações sociais. Trata-se de um sistema que organiza o acesso a direitos, oportunidades e espaços de poder — e que opera silenciosamente no cotidiano.

Manifesta-se de forma velada, em situações que muitas vezes passam despercebidas. Por exemplo: quando um corpo negro é observado com desconfiança, quando uma criança negra é repreendida com mais severidade ou quando uma profissional negra precisa constantemente reafirmar sua competência para ser levada a sério.

A necessidade do letramento racial, portanto, vai muito além do conhecimento teórico — exige sensibilidade, escuta ativa, desconstrução de privilégios e uma mudança profunda nas práticas institucionais e pessoais.

Reflexão e escuta ativa nas palestras

A programação do Encontro Integrativo contou com palestras da equipe do Centro de Referência de Promoção da Igualdade Racial (CRPIR) — representado pelo advogado técnico Milton Barbosa — e da educadora e pesquisadora Silvia Silva.

Milton apresentou uma distinção clara entre racismo e injúria racial, destacando que, embora frequentemente confundidos, os dois conceitos são diferentes tanto juridicamente quanto em seus impactos sociais. Sua fala evidenciou como o racismo estrutura desigualdades e como a injúria racial atinge as pessoas de maneira direta:

“O racismo está nas estruturas. Está no sistema que impede o avanço da população negra. Ele não depende de ofensa direta. Ele se expressa nas estatísticas, nas ausências e nas exclusões.”

Silvia, por sua vez, abordou o letramento racial como um processo contínuo de consciência e transformação. Ela destacou que compreender o racismo exige reconhecer suas manifestações no cotidiano e atuar de forma crítica e coletiva:

“O letramento racial é um processo. Ele passa pela escuta ativa, pelo desconforto necessário, pela mudança de mentalidade. E não é algo que se faz sozinho — é um exercício coletivo.”

Lançamento do Manual Antirracista

Durante o Encontro Integrativo, foi relançado o Manual Antirracista da ASA, elaborado por crianças e adolescentes do CCA Primavera, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog. O material surgiu a partir de oficinas, rodas de conversa e pesquisas internas, reunindo orientações práticas para a promoção da equidade racial.

A socioeducadora Ruth Costa, que liderou a construção do manual, destacou o caráter coletivo do documento:

“Este manual é uma ferramenta viva. Ele não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida para aprofundar o nosso compromisso com a equidade racial.”

A expectativa é que o material seja utilizado em formações contínuas, rodas de conversa com as equipes e no planejamento de ações afirmativas dentro e fora das unidades da ASA.

Oficinas e vivências durante o Encontro

Complementando as palestras, o Encontro Integrativo ofereceu oficinas conduzidas pelo Instituto Afinando Vidas, com temas como autocuidado, identidade, ancestralidade e práticas antirracistas no cotidiano. As atividades utilizaram metodologias participativas, com foco na sensibilização, no diálogo e na construção coletiva.

Dados que revelam compromissos da ASA

Jessy Belfort, gerente de Desenvolvimento Organizacional e Pessoas da ASA, apresentou os avanços institucionais no enfrentamento ao racismo estrutural. Um dos marcos recentes foi a conquista do Selo de Igualdade Racial, que reconhece organizações comprometidas com a equidade racial em suas práticas internas.

“Receber o Selo de Igualdade Racial em 2024 foi mais que um reconhecimento — foi um impulso para seguirmos firmes no compromisso com a diversidade. Hoje, 58% do nosso time é formado por pessoas pretas e pardas, e queremos ir além: ampliar essa representatividade também nos cargos de liderança, áreas administrativas e nos programas de estágio e de jovens aprendizes.”

O compromisso com a equidade racial precisa ser contínuo e institucionalizado, presente nas estruturas, nos processos e nas relações de toda organização. E para ASA, instituição com mais de 80 anos de história e atuação, a realização desse Encontro Integrativo foi mais uma ferramenta potente para fortalecer esse propósito.

Conheça mais sobre o trabalho da ASA.

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