Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 25/mar/2026 - Sem Comentários
Conheça as ações da ASA que apoiam trajetórias seguras desde a infância
O mês de março é um convite à reflexão sobre os direitos das mulheres, a igualdade de gênero e o enfrentamento da violência, fomentado pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 – um marco dessa mobilização. No entanto, essa reflexão é atravessada por uma dura e persistente realidade: a violência de gênero continua a marcar o cotidiano e aparece com frequência no noticiário, evidenciando desigualdades estruturais e situações de abuso que atingem mulheres e meninas em diferentes contextos.
Diante desse cenário, silenciar a luta ou impedir o debate não protege — ao contrário, favorece a continuidade dessas violências. Enfrentar esse problema exige ação coletiva e estratégias consistentes de prevenção, nas quais a educação tem forte contribuição para a formação de comportamentos, papéis e expectativas sociais.
Mais do que reconhecer o problema, é preciso agir. A discussão sobre gênero, respeito e diversidade nas escolas e em outros espaços socioeducativos e de proteção social é fundamental para desconstruir estereótipos, prevenir violências e promover relações mais igualitárias. Falar sobre o corpo com crianças pode parecer delicado, mas é parte essencial para um desenvolvimento saudável. Quando essas conversas acontecem de forma clara, respeitosa e adequada à idade, fortalecem a autoestima, a autonomia e a capacidade de reconhecer limites — próprios e dos outros.
É nesse contexto que no CCA Gaetano e Carmela crianças participaram, em março, de uma atividade de contorno do corpo humano. De forma lúdica e participativa, aprenderam a nomear corretamente as partes do corpo, refletir sobre a importância de respeitar os próprios limites e conversar sobre situações que podem gerar desconforto.
“A atividade abriu espaço para perguntas, trocas de experiências e aprendizados importantes. Ao compreender melhor o próprio corpo e reconhecer que todos têm direito ao respeito e ao cuidado, as crianças desenvolvem maior consciência corporal e confiança para expressar sentimentos e buscar ajuda quando necessário”, explica Priscila Matos de Nascimento Bellarmino, Coordenadora Geral dos CCAs da ASA. Segundo ela, a iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à proteção e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes, entre as quais se destaca o projeto Previna-se, que promove atividades de educação sexual, saúde, cidadania e direitos.
Em sua quarta edição, o projeto Previna-se tem como foco ampliar o conhecimento sobre o corpo, prevenir violências e fortalecer os direitos de crianças e adolescentes. O projeto realiza ações socioeducativas integradas, promove escuta qualificada e mantém articulação permanente com as famílias e com a rede de proteção. Atualmente, atende 690 beneficiários diretos de todos os CCAs administrados pela ASA e conta com apoio do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo (Condeca/SP) e parceria das empresas Mattos Filho, MedSênior, Raia Drogasil e Track&Field.
“Por meio de oficinas socioeducativas e atividades participativas, o projeto promove espaços de diálogo e aprendizagem sobre temas fundamentais do processo de desenvolvimento. Como as transformações do corpo, os aspectos emocionais da infância e da adolescência, o autocuidado, o respeito nas relações e o acesso a informações qualificadas. As ações buscam fortalecer a autonomia, ampliar o conhecimento sobre direitos e contribuir para que crianças e adolescentes desenvolvam recursos para fazer escolhas mais conscientes e seguras em suas trajetórias de vida.”, afirma Renata Cirilo – responsável pela coordenação do projeto.
Além das atividades com crianças e adolescentes, o Previna-se também oferece suporte às equipes dos CCAs e promove o diálogo com as famílias, ampliando a circulação de informações e fortalecendo o convívio familiar como estratégia de prevenção de violências. O projeto inclui ainda encontros formativos, orientação às equipes técnicas e articulação contínua com o Sistema de Garantia de Direitos e com a rede local de proteção. Também são realizados acolhimentos individuais e acompanhamentos de situações que exigem atenção especial, com encaminhamentos e monitoramento de casos críticos em parceria com serviços públicos e outras instituições da rede.
Segundo a UNESCO, a violência baseada em gênero nas escolas (VBGE) atinge milhões de crianças, famílias e comunidades em todo o mundo. Caracteriza-se por atos ou ameaças de violência sexual, física ou psicológica dentro ou no entorno das escolas, motivados por normas e estereótipos de gênero e por relações desiguais de poder, ocorrendo em diferentes contextos culturais, geográficos e econômicos.
Em sua publicação Orientações Internacionais para o enfrentamento da violência baseada em gênero nas escolas, o órgão destaca que a educação é um importante veículo para a transformação de comportamentos individuais e de normas sociais mais amplas relacionadas à violência, à igualdade e à discriminação de gênero.
Nesse sentido, a prevenção deve orientar todas as ações, desde o desenvolvimento de políticas públicas até o trabalho com famílias. No dia a dia, em espaços seguros e acolhedores, intervenções extracurriculares podem funcionar como portas de entrada para o enfrentamento das violências, ao fortalecer habilidades fundamentais para a vida de crianças e adolescentes, como autoconhecimento, comunicação, respeito aos limites e resolução de conflitos.
Na ASA, o Previna-se tem essa relevância e é um exemplo de prática concreta de ações socioeducativas desenvolvidas com crianças e adolescentes. A instituição busca criar espaços seguros para conversar, aprender e compartilhar experiências com foco no fortalecimento de vínculos, respeito e responsabilidade nas relações.
“A mobilização em torno do mês de março reforça a urgência de enfrentar a violência e criar ambientes seguros para mulheres, crianças e adolescentes. Nossa premissa é a formação de cidadãos mais conscientes como prevenção. Afinal, a luta pelos direitos das mulheres está profundamente ligada à proteção de crianças e adolescentes. Educar para o respeito, falar sobre o corpo de forma adequada e fortalecer a autonomia desde cedo são passos essenciais para a construção de formas de masculinidade que não estejam associadas à violência, dominação ou machismo”, destaca Priscila.
No mês do Dia Internacional da Mulher, olhar para essas ações também é reconhecer que uma sociedade mais justa começa a se formar desde cedo. Investir em informação, cuidado e respeito na infância é fortalecer as bases para relações mais saudáveis e para um futuro com mais igualdade, segurança e dignidade para todos.
Assista aqui nosso minidocumentário sobre o projeto Previna-se.
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 20/fev/2026 - Sem Comentários
Compromisso contínuo com a equidade, o enfrentamento das desigualdades e a promoção de direitos nos territórios
Celebrado em 20 de fevereiro, o Dia Mundial da Justiça Social, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), destaca a importância da equidade, redução das desigualdades e garantia de direitos como fundamentos do desenvolvimento social sustentável. Para se concretizar, a justiça social exige ações contínuas e articuladas nos territórios, com a garantia de acesso a políticas públicas, serviços socioassistenciais e oportunidades de desenvolvimento, especialmente em contextos marcados por desigualdades estruturais.
Nesse cenário, a atuação das organizações da sociedade civil é fundamental para ampliar a proteção social, fortalecer direitos e contribuir para a construção de trajetórias mais dignas e equitativas.
A Associação Santo Agostinho (ASA) atua de forma permanente na promoção da justiça social por meio de ações socioassistenciais e educativas voltadas a crianças, adolescentes, pessoas idosas e suas famílias. Seu trabalho contribui para a garantia de direitos, o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e a valorização da diversidade.
Atualmente, são atendidas na cidade de São Paulo mais de 2 mil pessoas por ano, em situação de vulnerabilidade social, em seis Centros de Educação Infantil (CEIs), cinco Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), um Centro Dia para Idosos (CDI) e um Centro de Convivência Intergeracional (CCInter), com atuação articulada ao poder público e a parceiros institucionais.
Como destaca Melissa Pimentel, Superintendente Executiva da instituição, “a ASA compreende a justiça social como a garantia de direitos por meio de ações continuadas, articuladas às políticas públicas e comprometidas com a dignidade, a equidade e o fortalecimento dos vínculos comunitários”.
No âmbito dos serviços prestados, a justiça social se expressa na qualificação dos atendimentos, na criação de espaços seguros e inclusivos e no desenvolvimento de ações que promovem autonomia, participação social e desenvolvimento integral.
Ao longo de mais de oito décadas de atuação, a ASA reafirma seu compromisso com práticas consistentes e territorializadas, reconhecendo que a redução das desigualdades sociais exige presença contínua, trabalho em rede e responsabilidade coletiva.
Esse compromisso também se materializa em iniciativas específicas desenvolvidas nos territórios. Em 2025, a ASA recebeu em seus Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), o projeto Usina de Valores, idealizado e executado pelo Instituto Vladimir Herzog. A iniciativa teve como objetivo mobilizar a participação política popular nos territórios de atuação da instituição, com foco na educação em direitos humanos, na valorização da democracia, no respeito à diversidade e no enfrentamento de diferentes formas de discriminação utilizando metodologias participativas e processos formativos junto a crianças e adolescentes.
A proposta dialoga diretamente com o entendimento de que o racismo é um dos principais obstáculos à concretização da justiça social. Enquanto a justiça social busca equidade, igualdade de oportunidades e acesso a direitos, o racismo opera na lógica oposta, criando hierarquias e estruturas que marginalizam determinados grupos, especialmente pessoas negras e indígenas. Nesse sentido, a promoção da justiça social exige o combate ativo ao racismo, por meio de práticas e ações antirracistas.
Ao longo das atividades, os participantes foram estimulados ao diálogo, à reflexão crítica e à construção coletiva de conhecimentos, fortalecendo valores como convivência democrática, empatia e cidadania. “As crianças e os adolescentes mapearam os territórios onde vivem e circulam e identificaram que o racismo cria barreiras que limitam o acesso pleno e a participação ativa, tornando muitos espaço inseguros devido à discriminação racial e à violência e elaboraram frases antirracistas que expressam suas reflexões”, conta Ruth Costa, Orientadora Socioeducativa da ASA e responsável pelo acompanhamentos do projeto nos CCAs.
Como resultado desse percurso formativo, foi elaborado, de forma colaborativa, o Manual Antirracista – Saberes e fazeres para uma vida digna na cidade , que sistematiza aprendizados e reflexões sobre o enfrentamento do racismo no cotidiano. “O manual foi uma proposta de ferramenta inicial de enfrentamento ao racismo e fortalecimento do direito de todas as pessoas à cidade, e serviu como material de estudo e aprofundamento para todas as 690 crianças e adolescentes atendidos pelos CCAs. Além da produção desse material, eles fizeram intervenções no espaço urbano, que envolveram caminhadas e distribuição da Manual”, explica Ruth. De acordo com ela, a experiência reafirma o papel dos CCAs como locais estratégicos para a garantia de direitos e para a promoção da justiça social.
A compreensão adotada pela ASA dialoga com estudos que definem a justiça social como um conceito dinâmico, que envolve a garantia de direitos, a valorização das diferenças e a participação efetiva das pessoas na vida social e política. Essa abordagem considera três dimensões centrais:
Sob essa perspectiva, a justiça social se afirma como um projeto coletivo e contínuo, que exige ações articuladas e compromisso institucional para a promoção da equidade, da dignidade e da solidariedade. O Dia Mundial da Justiça Social reforça, assim, a importância do engajamento coletivo na construção de uma sociedade mais justa.
A Associação Santo Agostinho – ASA convida a sociedade a conhecer seu trabalho e a apoiar iniciativas voltadas à promoção da dignidade, da equidade e da garantia de direitos. É possível apoiar a ASA de diversas formas: por meio do Programa de Voluntariado – ASA Move, de doações financeiras, da doação de materiais, da destinação do Imposto de Renda a projetos aprovados, da doação automática de Nota Fiscal Paulista, da participação em eventos e da divulgação do nosso trabalho. Com o seu apoio, é possível fortalecer iniciativas que promovem a justiça social nos territórios e ampliam oportunidades para quem mais precisa.
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 23/jan/2026 - Sem Comentários
No Dia Internacional da Educação, a ASA celebra a trajetória da Educação Infantil — da assistência ao reconhecimento como educação essencial para o desenvolvimento humano.
Celebrado em 24 de janeiro, o Dia Internacional da Educação é um convite global à reflexão sobre o papel da educação na promoção de direitos, na redução das desigualdades e na construção de sociedades mais justas e sustentáveis. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um momento para reconhecer avanços, reafirmar compromissos e fortalecer políticas públicas que garantam o acesso à educação de qualidade para todas as pessoas, desde os primeiros anos de vida.
No Brasil, essa reflexão passa, necessariamente, pela Educação Infantil — etapa que, ao longo da história, deixou de ser compreendida apenas como um serviço assistencial para se consolidar como um direito da criança. A Associação Santo Agostinho (ASA) acompanha e integra esse processo de transformação há mais de 80 anos, com atuação contínua junto a crianças, famílias e comunidades.
Durante grande parte do século XX, o surgimento das creches no Brasil esteve diretamente ligado às transformações sociais e econômicas, especialmente à crescente inserção das mulheres no mercado de trabalho. Nesse contexto, o atendimento às crianças pequenas tinha como principal objetivo oferecer cuidado, proteção e alimentação, garantindo que as mães pudessem trabalhar.
As creches eram vistas, majoritariamente, como espaços de assistência social, voltados à guarda das crianças, e não como ambientes educativos estruturados. A dimensão pedagógica ainda não era reconhecida como elemento central do desenvolvimento infantil. Foi nesse contexto que se iniciou a atuação da ASA na primeira infância.
A história da Associação Santo Agostinho se entrelaça com a própria evolução da Educação Infantil no Brasil. Em maio de 1951, por meio de uma alteração em seu estatuto, a ASA passou a atuar formalmente como uma entidade assistencial e criou a Creche Lar Infantil, a sua primeira unidade instalada em um casarão alugado na Rua Augusta, na cidade de São Paulo.
A iniciativa surgiu da necessidade concreta de apoiar mulheres trabalhadoras, oferecendo um espaço seguro para as crianças pequenas durante a jornada de trabalho. Desde o início, a ASA assumiu um papel relevante na resposta às demandas sociais do seu tempo, com foco na proteção da infância.
Em 1962, a ASA recebeu o título de Utilidade Pública — um marco importante de reconhecimento institucional — e celebrou seu primeiro convênio com a Prefeitura de São Paulo, ampliando sua atuação em parceria com o poder público. Esse movimento fortaleceu o atendimento oferecido e contribuiu para a consolidação das creches como equipamentos essenciais da política social urbana.
As primeiras creches surgiram em São Paulo no início do século XX com uma função predominantemente assistencial. Criada em 1913, a Creche Baronesa de Limeira tinha como objetivo garantir o cuidado básico de crianças enquanto suas mães trabalhavam nas fábricas. Somente em 1969 foi inaugurada a primeira creche municipal, vinculada ao poder público.
A partir dos anos 1970, o debate sobre as creches ganhou novos contornos. Além da ampliação de vagas, passou a incorporar a defesa da qualidade pedagógica. Entre 1978 e 1982, o Movimento de Luta por Creches, protagonizado por famílias trabalhadoras, foi fundamental para afirmar as creches como espaços educativos.
Nas décadas seguintes, pesquisas e mudanças nas políticas públicas reforçaram a importância da primeira infância para o desenvolvimento humano. Esse entendimento se consolidou com a Constituição Federal de 1988 e foi aprofundado pela LDB/1996, que reconheceu a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, organizada em creches e pré-escolas, sendo esta última obrigatória.
Documentos mais recentes, como a BNCC e o Plano Nacional de Educação, reafirmaram a criança como sujeito de direitos e estabeleceram metas para ampliar o acesso. Ainda assim, os dados mostram desafios persistentes: em 2024, a cobertura da pré-escola chegou a 94,6%, e o atendimento em creches permaneceu abaixo de 40%.
Em resposta a esse cenário, o MEC lançou, em 2025, o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil (Conaquei), com ações de apoio técnico e financeiro para fortalecer a expansão do acesso, a qualidade e a equidade na Educação Infantil em todo o país.
Segundo Maria Eugênia Franco, pedagoga e Coordenadora Geral dos Centros de Educação Infantil da ASA, todo esse percurso histórico representou uma mudança estrutural. “A creche passou a ser reconhecida como um espaço de aprendizagem, convivência, brincadeira e desenvolvimento integral, no qual educar e cuidar são dimensões indissociáveis”, afirma.
Ela ressalta ainda que diversos estudos apontam que investir na primeira infância é uma das estratégias mais eficazes para reduzir desigualdades educacionais, promover equidade e garantir melhores oportunidades ao longo da vida.
“A Educação Infantil de qualidade impacta diretamente o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e cultural das crianças. Experiências educativas significativas nessa etapa da vida contribuem para melhores resultados educacionais futuros, maior permanência na escola e melhores condições de inserção social”, completa Maria Eugênia. A oferta de Educação Infantil também é considerada por especialistas como um fator central para a promoção da equidade, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
Ao longo das décadas, a ASA consolidou sua atuação na Educação Infantil, evoluindo de uma resposta assistencial para um trabalho educativo alinhado às diretrizes legais e pedagógicas que reconhecem as crianças como sujeitos de direitos.
Atualmente, atende mais de 860 bebês e crianças em seis Centros de Educação Infantil (CEIs) conveniados à Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, seguindo o Currículo da Cidade e a BNCC, e garantem educação gratuita e de qualidade, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade. A proposta se concretiza em ambientes acolhedores, com rotinas que integram cuidado, desenvolvimento integral e alimentação balanceada, conforme as diretrizes da Coordenadoria de Alimentação Escolar (CODAE)/SME.
Em 2024, a ASA aprofundou a ressignificação de suas práticas pedagógicas, colocando o protagonismo infantil no centro do trabalho. Os projetos passaram a partir dos interesses das próprias crianças, fortalecendo a escuta, a investigação e a construção coletiva do conhecimento. “Em 2026, seguiremos investindo na formação das equipes e no fortalecimento do projeto pedagógico, reafirmando nosso compromisso com uma Educação Infantil de qualidade”, afirma Maria Eugênia.
Hoje, a sociedade reconhece a Educação Infantil como base essencial da formação humana, decisiva para o desenvolvimento cerebral, emocional e social das crianças. Ao mesmo tempo, os dados evidenciam que garantir esse direito com equidade ainda é um desafio urgente. Ao assegurar acesso a ambientes educativos acolhedores, intencionais e bem estruturados, é possível reduzir desigualdades que, muitas vezes, se instalam ainda nos primeiros anos de vida.
“A Educação Infantil é uma etapa estruturante para a construção de trajetórias mais equitativas. Investir na primeira infância é reafirmar o compromisso com a equidade educacional e com o desenvolvimento integral das crianças desde os primeiros anos. Essa compreensão orienta a nossa atuação e sustenta nosso compromisso histórico com a infância”, ressalta Melissa Porto Pimentel, Superintendente Executiva da ASA.
A ASA segue comprometida com políticas e práticas que valorizam não apenas o cuidado, mas a dimensão educativa das interações, o fortalecimento das famílias e a construção de experiências significativas desde a primeira infância. Reconhecer a trajetória — da assistência ao reconhecimento da creche como espaço educativo — é reafirmar valores fundamentais: respeito à infância, cuidado com as relações e compromisso com o desenvolvimento integral de cada criança.
Neste Dia Internacional da Educação, a ASA celebra sua história e reafirma sua missão de transformar ao educar e cuidar de crianças, oferecendo oportunidades de desenvolvimento pessoal com respeito e dignidade.
Conheça as formas de apoiar a ASA e investir na educação!
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 06/jan/2026 - Sem Comentários
Nova edição do ASA Notícias reúne reflexões, conquistas e ações que marcaram 2025
Já está disponível a nova edição do ASA Notícias – Dezembro de 2025, revista digital que reúne os principais acontecimentos, projetos e reflexões que marcaram o segundo semestre do ano na ASA.
Entre os destaques da edição está a reportagem especial “Infâncias conectadas: como proteger e cuidar no mundo digital”, que aprofunda os debates do 4º Seminário de Boas Práticas realizado pela instituição e aborda os desafios da hiperconectividade na infância e adolescência, além das implicações do novo ECA Digital para a proteção integral de crianças e adolescentes.
O boletim também apresenta importantes conquistas institucionais, como a renovação dos Selos de Transparência Doar A+ e Igualdade Racial, a realização do Workshop de Planejamento 2026, ações de voluntariado corporativo, projetos incentivados em andamento — como o Previna-se e CEIs ASA – Família e Comunidade — e a presença do ASA Brechó na mídia, com reportagens em veículos de alcance nacional.
A edição traz ainda registros de eventos, formações internas, vivências culturais, parcerias e campanhas que reforçam o compromisso da ASA com equidade, cuidado, transparência e impacto social sustentável.
A edição completa do ASA Notícias está disponível para leitura e download no site da ASA.
Acesse aqui a edição completa: ASA Notícias – Ed. Dezembro 2025
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 01/set/2025 - Sem Comentários
Política Nacional Integrada da Primeira Infância reforça a importância de garantir direitos às crianças como estratégia de combate à desigualdade
No mês da Primeira Infância (agosto), o presidente do Brasil assinou o decreto que institui a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI). A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Educação em parceria com estados e municípios, tem como objetivo assegurar a proteção, o desenvolvimento integral e o exercício de direitos na primeira infância.
A PNIPI busca integrar políticas públicas voltadas à primeira infância, abrangendo áreas como saúde, educação, assistência social, proteção, cultura, direitos humanos, justiça, habitação e igualdade racial.
Além do cuidado integral nos primeiros anos de vida, a política prevê o fortalecimento de ações intersetoriais que garantam o bem-estar das crianças e de suas famílias.
O Brasil possui mais de 18 milhões de bebês e crianças de 0 a 6 anos. Mais da metade delas, cerca de 55%, vivem em famílias de baixa renda, segundo estudo da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Ainda mais preocupante, aproximadamente 670 mil dessas crianças vivem em situação de pobreza extrema, com renda per capita de até R$ 218,00.
Para garantir os direitos das crianças – principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade econômica e social – de acordo com a proposta da PNIPI, será fundamental o envolvimento do Estado, do Legislativo, do Judiciário, de órgãos de controle e da sociedade civil.
Sendo assim, organizações sociais desempenham papéis essenciais na execução da política pública, atuando diretamente na implementação de programas, na articulação com comunidades e famílias, e contribuindo com conhecimento local e experiência prática. Entre essas organizações, a ASA se destaca como um exemplo concreto.
A organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com mais de 80 anos, é conveniada com a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação (SME) e administra seis CEIs (Centros de Educação Infantil), voltados ao atendimento de crianças de 0 a 4 anos.
A nova política propõe uma articulação a partir da construção de um banco de dados unificado, que permitirá acompanhar marcos do desenvolvimento infantil e ocorrências relevantes, além de facilitar a comunicação com as famílias por meio de uma versão digital da Caderneta da Criança.
Melissa Pimentel, Superintendente Executiva, avalia a possível contribuição da ASA para a execução da nova política:
“No contexto da PNIPI, entendemos que a ASA poderá contribuir de forma significativa para sua execução. Nossa experiência acumulada no atendimento direto às crianças e famílias, aliada ao conhecimento das realidades locais, permite não apenas implementar práticas alinhadas às diretrizes da política, mas também servir como ponte entre as demandas da comunidade e as estratégias governamentais. Além disso, nossa credibilidade e capilaridade facilitam a articulação com outras instituições e redes, potencializando o impacto das ações e garantindo que o cuidado integral se concretize no dia a dia de nossos atendidos”.
Nos CEIs da ASA, a proposta pedagógica foca no desenvolvimento integral em um ambiente acolhedor e rico em estímulos. O tempo que a criança passa na unidade é preenchido por uma programação que valoriza o conhecimento e o cuidado de si, do outro e do meio ambiente, promovendo experiências que exploram a linguagem corporal e verbal, a natureza, a cultura e todas as linguagens artísticas, além dos momentos de refeições, higiene, sono e descanso.
Maria Eugênia Franco, Coordenadora Geral dos CEIs, reforça:
“Nosso compromisso social vai além de oferecer um trabalho educativo que assegure assistência, alimentação, saúde e segurança. Em 2024 ressignificamos nossas práticas pedagógicas colocando o protagonismo infantil no centro, e este ano seguimos focados na qualidade do atendimento e na consolidação do Projeto Pedagógico. ”
Por meio do cuidado integral e da educação de qualidade, a ASA reafirma seu compromisso de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva. Toda criança deve ter a oportunidade de se desenvolver plenamente desde os primeiros anos de vida.
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 01/ago/2025 - Sem Comentários
Uma edição renovada que celebra conquistas e reforça compromissos
A ASA lança a primeira edição de 2025 do ASA Notícias, agora com identidade visual renovada, reafirmando seu compromisso com uma comunicação clara, acolhedora e alinhada aos valores de credibilidade e transformação social. A nova edição traz um panorama das principais ações e resultados alcançados no primeiro semestre, além de iniciativas que fortalecem a missão da organização em transformar vidas por meio da educação, cuidado e promoção de direitos.
O ASA Notícias destaca o lançamento do Relatório de Atividades de 2024, documento que reúne resultados quantitativos e qualitativos do trabalho desenvolvido. Entre os números alcançados, estão mais de 1.600 crianças, adolescentes e idosos atendidos, 1.480 famílias beneficiadas, 270 colaboradores engajados, além da aplicação de R$ 29 milhões em ações e projetos.
Um dos marcos deste semestre foi a mudança da sede da ASA Central e do ASA Brechó para um único endereço. O novo espaço oferece maior integração entre as áreas administrativas, ambientes dedicados a reuniões e planejamento, além de um ateliê para atividades manuais das voluntárias.
📍 Rua Fradique Coutinho, 352 – Pinheiros (próximo a Estação Fradique Coutinho)
⏰ Horário de funcionamento: 09h às 18h
Outro destaque é a continuidade de formações qualificadas para educadores da primeira infância, como o programa COLO e CUIDADO, realizado em parceria com o Instituto Maiana, que atende professores de crianças de 0 a 3 anos. A edição também traz uma reportagem especial sobre o papel da ASA na garantia de direitos, detalhando como a organização atua em articulação com escolas, serviços de saúde, assistência social e outras instituições para compor redes de proteção e cuidado para crianças e adolescentes.
O primeiro semestre foi marcado por eventos importantes. O ASA FAIR® reuniu 45 expositores de moda, design, decoração e gastronomia em um encontro que uniu compras com propósito social e apoio a pequenos empreendedores, revertendo toda a renda para ações da ASA. A organização também participou de eventos estratégicos do setor, como o Festival ABCR.
A ASA segue mobilizando empresas e voluntários em diferentes frentes. No primeiro semestre, ações de voluntariado corporativo da Fundação Telefônica Vivo, WTW Brasil e NTT Data geraram melhorias em espaços, atividades culturais e entrega de kits escolares. Campanhas internas como Janeiro Branco, Semana da Infância, Abril Verde e Maio Laranja reforçaram a importância do cuidado com colaboradores e comunidades atendidas.
A edição completa do ASA Notícias está disponível para leitura e download no site da ASA.
👉 Acesse aqui a edição completa: ASA Notícias – junho 2025
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 25/jul/2025 - Sem Comentários
ASA realiza 2º Encontro Integrativo – CEIs, CCAs, CDI e CCInter para seus colaboradores
No dia 4 de julho, foi realizada a segunda edição do Encontro Integrativo no CEI São Luis Gonzaga, reunindo mais de 250 profissionais dos Centros de Educação Infantil (CEIs), Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs), Centro Dia para Idosos (CDI), Centro de Convivência Intergeracional (CCInter) e da unidade Central.
Com o tema letramento racial, o encontro convidou colaboradores a refletirem sobre práticas institucionais que, muitas vezes, reproduzem desigualdades de forma não intencional, propondo caminhos para a construção de ambientes mais equitativos, afetivos e seguros para todos.
Apesar de essenciais, encontros internos com essa estrutura e intencionalidade ainda são raros no terceiro setor. Para instituições que atuam com públicos historicamente vulnerabilizados, investir na formação contínua das equipes é uma estratégia fundamental de cuidado e qualificação do atendimento.
Na ASA, esta edição do Encontro Integrativo reafirmou o compromisso com a equidade racial e proporcionou um momento potente de integração entre os serviços oferecidos nas 14 unidades espalhadas por São Paulo.
Durante a abertura do evento, Melissa Pimentel, superintendente executiva da ASA, reforçou o espírito que guiou a iniciativa:
“Que possamos valorizar as ideias, os aprendizados e as trocas de experiências proporcionadas ao longo deste dia. A expectativa é que cada colaborador saia deste encontro fortalecido com conteúdo, acolhimento e interação. Que essa vivência inspire reflexões sobre nossas práticas cotidianas e contribua para que a ASA siga avançando em seu compromisso com a equidade e a excelência no atendimento.”
O presidente do Conselho de Administração da ASA, Luis Álvaro Moreira Ferreira Filho, também reforçou a importância do tema:
“O racismo não é um tema que está relacionado a dinheiro ou religião, é um tema que vem da história da humanidade. Temos que fazer o dia de hoje ser melhor do que ontem, principalmente relacionado a esse tema.”
O racismo não é uma falha pontual de caráter, mas sim uma estrutura histórica, enraizada nas instituições e nas relações sociais. Trata-se de um sistema que organiza o acesso a direitos, oportunidades e espaços de poder — e que opera silenciosamente no cotidiano.
Manifesta-se de forma velada, em situações que muitas vezes passam despercebidas. Por exemplo: quando um corpo negro é observado com desconfiança, quando uma criança negra é repreendida com mais severidade ou quando uma profissional negra precisa constantemente reafirmar sua competência para ser levada a sério.
A necessidade do letramento racial, portanto, vai muito além do conhecimento teórico — exige sensibilidade, escuta ativa, desconstrução de privilégios e uma mudança profunda nas práticas institucionais e pessoais.
A programação do Encontro Integrativo contou com palestras da equipe do Centro de Referência de Promoção da Igualdade Racial (CRPIR) — representado pelo advogado técnico Milton Barbosa — e da educadora e pesquisadora Silvia Silva.
Milton apresentou uma distinção clara entre racismo e injúria racial, destacando que, embora frequentemente confundidos, os dois conceitos são diferentes tanto juridicamente quanto em seus impactos sociais. Sua fala evidenciou como o racismo estrutura desigualdades e como a injúria racial atinge as pessoas de maneira direta:
“O racismo está nas estruturas. Está no sistema que impede o avanço da população negra. Ele não depende de ofensa direta. Ele se expressa nas estatísticas, nas ausências e nas exclusões.”
Silvia, por sua vez, abordou o letramento racial como um processo contínuo de consciência e transformação. Ela destacou que compreender o racismo exige reconhecer suas manifestações no cotidiano e atuar de forma crítica e coletiva:
“O letramento racial é um processo. Ele passa pela escuta ativa, pelo desconforto necessário, pela mudança de mentalidade. E não é algo que se faz sozinho — é um exercício coletivo.”
Durante o Encontro Integrativo, foi relançado o Manual Antirracista da ASA, elaborado por crianças e adolescentes do CCA Primavera, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog. O material surgiu a partir de oficinas, rodas de conversa e pesquisas internas, reunindo orientações práticas para a promoção da equidade racial.
A socioeducadora Ruth Costa, que liderou a construção do manual, destacou o caráter coletivo do documento:
“Este manual é uma ferramenta viva. Ele não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida para aprofundar o nosso compromisso com a equidade racial.”
A expectativa é que o material seja utilizado em formações contínuas, rodas de conversa com as equipes e no planejamento de ações afirmativas dentro e fora das unidades da ASA.
Complementando as palestras, o Encontro Integrativo ofereceu oficinas conduzidas pelo Instituto Afinando Vidas, com temas como autocuidado, identidade, ancestralidade e práticas antirracistas no cotidiano. As atividades utilizaram metodologias participativas, com foco na sensibilização, no diálogo e na construção coletiva.
Jessy Belfort, gerente de Desenvolvimento Organizacional e Pessoas da ASA, apresentou os avanços institucionais no enfrentamento ao racismo estrutural. Um dos marcos recentes foi a conquista do Selo de Igualdade Racial, que reconhece organizações comprometidas com a equidade racial em suas práticas internas.
“Receber o Selo de Igualdade Racial em 2024 foi mais que um reconhecimento — foi um impulso para seguirmos firmes no compromisso com a diversidade. Hoje, 58% do nosso time é formado por pessoas pretas e pardas, e queremos ir além: ampliar essa representatividade também nos cargos de liderança, áreas administrativas e nos programas de estágio e de jovens aprendizes.”
O compromisso com a equidade racial precisa ser contínuo e institucionalizado, presente nas estruturas, nos processos e nas relações de toda organização. E para ASA, instituição com mais de 80 anos de história e atuação, a realização desse Encontro Integrativo foi mais uma ferramenta potente para fortalecer esse propósito.
Conheça mais sobre o trabalho da ASA.
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 16/maio/2025 - Sem Comentários
Maio é o mês da campanha de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantil
No Brasil, uma denúncia de abuso sexual contra crianças e adolescentes é registrada a cada hora, segundo dados do Disque 100. Em 2023, o canal recebeu mais de 82 mil denúncias de violência sexual contra menores de idade. A maioria dos casos ocorre dentro de casa e envolve pessoas próximas à vítima, o que torna ainda mais urgente a conscientização e o fortalecimento das redes de proteção.
E para oficializar a necessidade de ações contínuas e coordenadas que protejam crianças e adolescentes dessa violência, foi instituído o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” pela Lei Federal nº 9.970/2000. Um marco na luta pelos Direitos Humanos no território brasileiro.
A escolha da data para o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” se deve ao assassinato da menina de oito anos, que foi violentada e brutalmente morta no dia 18 de maio de 1973.
A partir da mobilização de entidades e da pressão social, foi criado uma data em memória de Arceli e outras vítimas de violência sexual para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Sobretudo, para garantir a elas o seu desenvolvimento de forma segura, protegida e livre do abuso e da exploração sexual.
Atualmente, existem duas campanhas que buscam conscientizar a população sobre o problema e incentivar a prevenção e o combate à violência sexual infantil – Faça Bonito e Maio Laranja. Ambas utilizam como símbolo uma flor e a cor laranja, que representa a fragilidade e a vulnerabilidade das crianças e adolescentes, que precisam de proteção e cuidado.
Segundo a campanha Faça Bonito:
“Em 2025, o convite é para florir mais uma vez o Brasil no mês de maio, e fortalecer o símbolo, que remete à lembrança dos desenhos da primeira infância e evoca o cuidado para o desenvolvimento saudável da infância e da adolescência.”
Na ASA são realizadas diversas atividades ao longo do mês de maio. Desde ações internas voltadas aos colaboradores e suas famílias, como ações específicas em nossos cinco Centros para Crianças e Adolescentes (CCAs).
Nos CCAs, foi elaborada uma programação para mais de 670 crianças e adolescentes com rodas de conversas, que abordam o tema de forma sensível e adequada a cada idade; confecção de panfletos de “fato ou fake”, no qual são apresentam mitos e verdades sobre a temática; sessões de filmes e vídeos educativos sobre essa temática; e produção de cartazes onde os atendidos são estimulados a escrever os principais direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Além disso, no dia 16 de maio, crianças e adolescentes percorreram as ruas do entorno de nossas unidades com cartazes, faixas e folders educativos para chamar a atenção ao tema e conscientizar a comunidade sobre o seu papel na proteção das infâncias e adolescências.
“Os dados sobre violência sexual direcionado a crianças e adolescentes é alarmante. Essa é uma realidade que precisa ser combatida com acesso à informação e uma articulação sistêmica da rede de proteção. Nossa intenção com essas atividades é criar um ambiente seguro para a disseminação desse conhecimento, praticando a escuta ativa e até mesmo acompanhando casos identificados em parceria com órgãos competentes”, conta Melissa Pimentel, Superintendente Executiva da ASA.
O mês de maio tem sido um momento estratégico para pautar esse debate a fim de construir estratégias concretas de prevenção. Na ASA, entendemos que é preciso ampliar o debate sobre o tema, fortalecer o acesso à informação e engajar toda a população. Pois, a responsabilidade pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes deve ser compartilhada entre Estado, sociedade e família.
Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é crime!
Denuncie. Dique 100
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 21/mar/2025 - Sem Comentários
A luta pelos direitos de crianças e adolescentes não termina no Dia Mundial da Infância
No dia 21 de março, é comemorado o Dia Mundial da Infância, uma data dedicada à reflexão sobre os direitos das crianças e adolescentes e ao reconhecimento de sua importância para a construção de um futuro mais justo e igualitário. Este dia nos convida a olhar para os desafios que muitas crianças enfrentam ao redor do mundo, mas também para celebrar as conquistas e reconhecer as mudanças que ainda podem ser realizadas.
O Dia Mundial da Infância foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de promover os direitos das crianças e adolescentes. Em muitos países, essa data serve como um momento para reforçar a necessidade de garantir o acesso à educação, saúde, alimentação e proteção contra a violência, o abuso e a exploração.
No Brasil, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi instituído pela Lei nº 8.069 e representa um marco legal fundamental na proteção dos direitos das crianças e adolescentes. Essa legislação brasileira não apenas segue as diretrizes internacionais, mas também incorpora mecanismos de proteção e medidas específicas para lidar com questões locais e contextos sociais particulares, o que a torna uma referência importante para outros países que buscam aprimorar a proteção dos direitos na infância e adolescência.
O ECA é um instrumento que reconheceu crianças (0-12 anos) e adolescentes (12-18 anos) como sujeitos de direitos e consolidou uma série de direitos fundamentais, criando uma rede de proteção mais abrangente, que envolve a família, a sociedade e o Estado. Ele assegura, por exemplo, o direito à educação, saúde, lazer, e proteção contra todas as formas de violência, negligência e exploração, incluindo o trabalho infantil e o abuso sexual. Além disso, a legislação prevê medidas específicas para promover o bem-estar e a reintegração dessa faixa etária em situação de vulnerabilidade social.
A missão de transformar a realidade de crianças e adolescentes no Brasil não é fácil. Entre 2022 e 2024, houve progressos na redução do analfabetismo infantil. A taxa entre crianças de 8 anos caiu de 29,9% para 23,3%, e entre as de 9 anos, de 15,7% para 10,2%. Apesar de avanços como esse, a pobreza multidimensional continua a afetar 32 milhões de crianças e adolescentes no país.
Por isso, necessitamos de políticas públicas integradas e investimentos contínuos, envolvendo governo, sociedade civil e iniciativa privada, para enfrentar as desigualdades e promover o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes.
A ASA, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, mantém há mais de 80 anos o seu compromisso social de oferecer oportunidades de desenvolvimento pessoal com respeito e dignidade por meio da educação e assistência social, pilares essenciais para combater a desigualdade social e promover a inclusão.
Embora o Dia Mundial da Infância seja um momento de celebração, ele também serve como um alerta. Devemos lembrar que a luta pelos direitos da infância e adolescência não termina no dia 21 de março. Todos os dias devemos trabalhar para garantir que eles tenham suas vozes ouvidas, suas necessidades atendidas e seus direitos respeitados.
Além disso, é fundamental que as políticas públicas e a sociedade como um todo se unam em prol das crianças e adolescentes. A proteção e o cuidado são responsabilidades de todos, e por isso precisamos continuar a promover debates sobre os desafios enfrentados, como a pobreza, a violência, o acesso limitado à educação e a exclusão social.
Neste Dia Mundial da Infância, convidamos todos a refletirem sobre o papel que podem desempenhar para garantir um futuro melhor para nossos atendidos. Seja através de ações concretas, como o apoio à ASA, ou mesmo difundindo a importância da educação e da proteção à infância em suas redes sociais e em suas comunidades.
Cada pequeno gesto conta, e unidos podemos construir uma sociedade onde todas as crianças e adolescentes tenham a chance de crescer com dignidade, respeito e oportunidades igualitárias.
Juntos podemos sempre mais!
Acompanhe de perto o trabalho da ASA pelo Facebook ou Instagram.
Postado por COMUNICAÇÃO ASA em 24/jan/2025 - Sem Comentários
Sem a educação não conseguiremos alcançar a igualdade e quebrar o ciclo de pobreza.
A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 24 de janeiro como o Dia Internacional da Educação para reforçar a sua importância para a humanidade. E com o passar dos anos conseguimos observar que o acesso à educação de qualidade na primeira infância se tornou essencial para o desenvolvimento de crianças e adolescentes e para o combate das desigualdades sociais.
Estudos comprovam que entre 0 a 6 anos ocorre o desenvolvimento de estruturas e circuitos cerebrais em qualquer pessoa, bem como a aquisição de capacidades fundamentais entre elas cognitivas, sociais, físicas e emocionais.
Isso significa que, uma educação intencional e sistemática durante a primeira infância pode proporcionar uma diferença significativa no processo de aprendizado no período acadêmico. E o ambiente (convívio familiar, comunidade e escola) em que a criança está inserida também pode impactar positiva ou negativamente o seu desenvolvimento.
Sendo assim, o investimento para garantir o acesso à educação nos primeiros anos de vida é crucial para promover oportunidades igualitárias àqueles em situação de vulnerabilidade social. Audrey Azoulay, diretora geral da UNESCO, afirma: “Se quisermos transformar o futuro, se quisermos mudar de direção, devemos repensar a educação”.
Segundo o “INC – Índice de Necessidade de Creches Estados e Capitais” publicado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal em setembro de 2024, mais de 70% do total de crianças que vivem em situação de pobreza no Brasil não frequentam a creche.
Na cidade de São Paulo – região de atuação da ASA, o cenário é diferente. 30% das crianças de 0-3 anos não frequenta creche por algum motivo, sendo apenas 4,5% (11.308) por falta de vagas. Os números são inferiores ao considerarmos o grupo em situação de pobreza, sendo um total de 2.609 que não frequentam por falta de vagas.
Em outras palavras, o índice de atendimento do público do Estado paulista foi de 75,83% – dentro da meta do Plano Nacional de Educação. Vale ressaltar que, redes parceiras tem grande contribuição para esses resultados, pois representam 73,96% das matrículas realizadas.
Atualmente, a ASA possui parceria com a Secretaria Municipal de Educação para operar seus seis Centros de Educação Infantil e atender mais de 900 bebês e crianças ao ano. E todas as atividades oferecidas seguem as orientações do Currículo da Cidade para a Educação Infantil, Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Indicadores de Qualidade de Educação do Município de São Paulo e as Orientações Normativas.
Entretanto, além de promover um trabalho educativo, compreendemos que nosso papel social deva contribuir com outras garantias de direito das crianças como assistência, alimentação, saúde e segurança. Por isso, promovemos a igualdade de oportunidades educacionais no acesso a bens culturais e às possibilidades de vivências das infâncias, contribuindo para que nossos atendidos usufruam de seus direitos civis, humanos e sociais.
Existem diversas formas para apoiar a educação no Brasil, tanto em ações individuais quanto coletivas. Você pode se engajar em movimentos que defendam a melhoria de políticas públicas ou se unir a instituições voltadas à educação.
A ASA é uma organização da sociedade civil, que oferece serviços de educação e assistência social para pessoas em situação de vulnerabilidade social, em diversas etapas da vida, visando oportunidades de desenvolvimento pessoal com respeito e dignidade.
E desde a nossa fundação, contamos com o apoio de pessoas e empresas para garantir a entrega de um atendimento de qualidade na cidade de São Paulo. Junte-se a ASA nessa transformação social com doações mensais ou participe do Programa de Voluntariado – ASA Move Pessoas.